Palmeiras reúne ídolos em torneio festivo na Rua Javari

Ademir da Guia, Evair e Dudu foram alguns dos jogadores que participaram do torneio com Germânia, Paulistano e Juventus

Gustavo Zucchi, O Estado de S. Paulo

16 de agosto de 2014 | 15h56

Se a fase não é boa no time do Palmeiras que disputa o Brasileirão o mesmo não se pode dizer da equipe de Masters. Como parte das homenagens aos 100 anos do clube (que serão completados no próximo dia 26), o Alviverde promoveu na manhã deste domingo a Taça Oberdan Cattani, no Estádio Conde Rodolfo Crespi, na Rua Javari, tendo em campo ídolos como Ademir da Guia e Evair e no banco servindo de técnico, Dudu. Os eternos craques palestrinos não decepcionaram a torcida composta de muitas famílias e superaram o Paulistano (rival que encarou o Palestra Itália em seu primeiro título paulista) e Germânia (atual Pinheiros, que dividiu o Parque Antartica com o Alviverde nos primórdios do futebol brasileiro) levanto o título simbólico. O outro participante, Juventus, ficou com o terceiro lugar.

"O bom deste tipo de jogo é justamente apresentar para os jovens os ídolos do passado", disse o 'técnico' Dudu. E não foi apenas a história do clube que estava sendo lembrada. Carros antigos recepcionavam os torcedores, funcionários se vestiam como na década de 40 e a Rua Javari, estádio do Juventus, estava enfeitada como na virada do ano de 1941 para 42, quando o Palestra Itália virou Palmeiras.

"A Rua Javari é o palco ideal para este evento já que mantém a atmosfera da década de 1940", disse Jota Christianini, diretor do departamento histórico do Palmeiras. Até mesmo os uniformes dos times remetiam há 70 anos atrás. As regras utilizadas foram do Torneio Início, com jogadores podendo recuar a bola para o goleiro. Um sobrepasso (quando o goleiro dá um quarto passo dentro da área com a bola na mão) chegou a ser marcado. O critério de desempate era o número de escanteios. Os tempos eram mais curtos também: 20 minutos apenas.

A comemoração não teve a presença das torcidas organizadas que preferiram ir até a Academia de Futebol na Barra Funda e protestar contra os jogadores comandados por Ricardo Gareca.

MATADOR

O Palmeiras contou para o quadrangular com Gilmar, Rosemiro, Polozzi, Arouca, Esquerdinha, Edu Bala, Adãozinho, Ademir da Guia, Toninho Catarina, Célio, Chiquinho, Pires, Gallo, Odair, Reinaldo Xavier, Jorginho Putinatti, Luis Sérgio, Celso Gomes, Reginaldo e Evair. Ademir da Guia, principal ídolo da história palmeirense, atuou apenas o primeiro jogo (vitória sobre o Paulistano por 3 a 2) e teve que sair devido a outro compromisso. Sem o camisa 10 o protagonista do jogo se tornou Evair. Saudado pela torcida, o camisa 9 (que representava Heitor, atacante que jogou no clube entre 1916 e 1931, frisou o locutor ao falar a escalação) fez um dos gols na primeira partida e de pênalti, deu o simbólico título ao aniversariante diante do Germânia (vitória de 1 a 0).

"Cansado, mas valeu encontrar amigos, fazer parte desta fila de inúmeros jogadores gloriosos que fazem parte da história da Sociedade Esportiva Palmeiras", disse Evair ao final da partida.

Nos outros jogos disputados, Juventus e Germânia ficaram no 0 a 0. Na disputa pelo terceiro lugar, goleada de 5 a 0 do time da Mooca sobre o Paulistano. 

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