Palmeiras revê planejamento após revés e encara crise

A eliminação diante do Goiás na semifinal da Copa Sul-Americana, na última quarta-feira à noite, mudará o planejamento do Palmeiras, que via na conquista do título do torneio e a consequente classificação para a Copa Libertadores uma grande chance de montar um elenco ainda mais forte para buscar títulos na temporada de 2011.

AE, Agência Estado

25 de novembro de 2010 | 10h46

O fato de o clube ter sido eliminado obrigará o técnico Luiz Felipe Scolari a trabalhar com um orçamento mais apertado no próximo ano, tendo em vista que a classificação para a Libertadores traria receitas maiores ao cofres do Palestra Itália.

O próprio Felipão admitiu surpresa por ter de rever o planejamento do clube já antes do término do Campeonato Brasileiro, no qual o time apenas cumprirá rodada nos dois últimos jogos, pois não aspira mais nenhum objetivo na competição. "Tenho que formar uma ideia para o ano que vem. Só não esperava que isso tivesse de ser agora", ressaltou o treinador. "Claro que o planejamento não era esse (ser eliminado) e vamos rever algumas coisas para que o ano que vem seja diferente", reforçou.

Ironicamente, o início da nova crise do Palmeiras coincide com o fim da licença médica de Luiz Gonzaga Belluzzo, que se encerra nesta segunda-feira. Ele ficou 60 dias se recuperando de uma cirurgia no coração e volta à presidência para tentar contornar o momento conturbado que deverá viver até as próximas eleições do clube, agendadas para janeiro.

A oposição do clube já elegeu Arnaldo Tirone como representante na eleição, enquanto Salvador Hugo Palaia (que ficou no cargo de presidente nas últimas semanas) ou Paulo Nobre aparecem como nomes mais fortes para representar a situação, já que Belluzzo, com a saúde em situação delicada, não deve se candidatar à reeleição. O certo é que ele tentará unir os dirigentes que estão no poder do clube.

Seraphim Del Grande, do Conselho de Orientação Fiscal (COF) do Palmeiras, admitiu que o clube passa por um momento conturbado e não se mostra muito otimista com a volta de Belluzzo à presidência. "Politicamente a situação está rachada, não vai haver mudança nenhuma". Com informações do jornal O Estado de S. Paulo.

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