Palmeiras satisfeito com empate, pelas condições do campo

'Parecia vôlei ou basquete', disse Luxemburgo, lembrando que o campeonato é longo e por isso estava tranqüilo

Redação

27 de julho de 2008 | 20h39

Se o time saiu do grupo dos melhores da classificação do Brasileirão ao empatar por 1 a 1, esta é a única lamentação que os jogadores e o técnico do Palmeiras tornaram públicos no vestiário em Porto Alegre (RS). Em clima de tranqüilidade, houve até uma comemoração pelo empate, apesar de todos estarem com a sensação de que dava para vencer.Veja também: Palmeiras consegue bom empate com o Grêmio em Porto AlegreSereno, ciente de que não há motivos para se desesperar, apesar de o time ter caído para o sexto lugar, Vanderlei Luxemburgo explica os motivos de não ver problemas com o resultado deste domingo. "Este é o campeonato mais equilibrado dos últimos anos. Tem sete ou oito times muito próximos, e que vão continuar brigando por muito tempo.""Eu acho que nosso sistema defensivo foi bem, e o Kléber soube segurar a bola na frente. O problema é que nosso meio-de-campo não conseguiu jogar", analisou Luxemburgo, preocupado em não expor além da conta os já criticados zagueiros Jeci e Gladstone. "Mas o resultado foi bom, até porque as duas equipes sentiram dificuldades com o campo encharcado, e o jogo em si ficou feio. Parecia vôlei ou basquete.""Com uma chuva dessas, era impossível, tanto para Grêmio como Palmeiras jogar um bom futebol. Mas acredito que fomos bem e o resultado foi justo para os dois. Melhor para o Grêmio, que conseguiu se manter na parte da frente da tabela", reforçou o técnico. O único a destoar no discurso foi o lateral-direito Elder Granja: "Dava para a gente ter conseguido a vitória". SEM PROBLEMASO meio-campista Diego Souza, que saiu do Grêmio para o Palmeiras, não se incomodou de ser chamado de 'vendido' pela torcida tricolor durante a partida: "Isto é normal em futebol. Basta a gente ter maturidade para encarar esses fatos e se focar apenas andamento do jogo. Foi o que eu fiz. Gosto e respeito a torcida do Grêmio, mas agora ela tem que entender que eu defendo o Palmeiras."COM PROBLEMASE como é de seu costume, Luxemburgo também não poderia deixar de falar sobre a arbitragem. Ele se referiu especificamente ao atacante Kleber, que levou o terceiro cartão amarelo no início da partida, dizendo que o jogador é perseguido."Todo mundo sabe que futebol é jogo de muito choque. Juiz que fica marcando faltinha aqui e ali é inseguro. É bom todos se lembrarem daquele árbitro (o gaúcho Leandro Vuaden) que apitou nossa partida contra o Fluminense. Aquilo foi jogo bonito de se ver, corrido e sem faltas. O Kleber está muito visado pelas arbitragens." (com Juliano Costa e Carlos Alberto Fruet)

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.