Cesar Greco/Ag. Palmeiras
Cesar Greco/Ag. Palmeiras

Palmeiras se agarra à Libertadores para evitar crise e saídas no elenco

Torneio continental vira a salvação tanto para frustrações na temporada, como para não ter baixas no plantel

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

28 de julho de 2017 | 07h00

O Palmeiras não vê a hora de o dia 9 de agosto chegar logo. O clube aguarda com ansiedade a data da partida de volta das oitavas de final da Copa Libertadores, contra o Barcelona, do Equador, para superar o momento de decepção e se proteger de uma crise que pode mexer radicalmente com a temporada do time.

A eliminação na Copa do Brasil diante do Cruzeiro deixou o Palmeiras apenas com a Libertadores como a oportunidade mais real de título no ano. Com chances remotas no Brasileiro, por estar 14 pontos atrás do líder, Corinthians, o clube que investiu cerca de R$ 100 milhões em contratações para 2017 teme amargar o fracasso de, em caso de nova queda, ver a temporada acabar sem título.

Se não conseguir reverter a desvantagem de 1 a 0 para o Barcelona, o Palmeiras terá em agosto uma mudança brusca de planejamento para a temporada. Como a janela de transferências estará aberta, é provável que o elenco perca jogadores que têm sondagens de times europeus. Jogadores como o meia Tchê Tchê e os atacantes Róger Guedes e Dudu despertam o interesse de clubes.

O ambiente ruim causado pela eliminação coloca pressão também sobre a diretoria. O planejamento para o ano, capitaneado pelo diretor de futebol, Alexandre Mattos, tem recebido críticas internamente. "Investimento todos os clubes fizeram. E nós também. Temos condições de fazer e fizemos. Mas nós não vamos ganhar sempre, não vamos ganhar todas. Acreditamos que o elenco é bastante competitivo, temos convicção no trabalho, e nós vamos dar continuidade", disse o presidente do Palmeiras, Maurício Galiotte, em entrevista ao canal SporTV.

O Palmeiras buscou minimizar o impacto da eliminação, por entender que a Libertadores será a salvação. A queda na Copa do Brasil tirou do clube a premiação de cerca de R$ 11 milhões pelo título e frustrou o bônus que receberia da patrocinadora, Crefisa, se fosse campeão. A promessa da empresa em fevereiro, na renovação do contrato com a diretoria, era de dar R$ 40 milhões se o time ganhasse tudo na temporada. A meta já diminuiu com a eliminação na semifinal do Paulista, para a Ponte Preta.

O elenco demonstrou decepção com a nova queda e espera reagir já no sábado, na partida contra o Avaí, no Allianz Parque, pelo campeonato Brasileiro. "Ter sido eliminado não quer dizer que tudo está ruim. Nós não estamos mal. É questão de se fechar mesmo. Não deixar as coisas negativas entrarem", disse o volante Bruno Henrique.

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