Palmeiras supera arbitragem polêmica e bate a Ponte Preta

Time alviverde chega a 35 pontos na tabela do Paulistão, três a mais que o Santos

Fernando Faro, O Estado de S. Paulo

15 de março de 2014 | 17h57

SÃO PAULO - O Palmeiras não brilhou, mas mostrou mais uma vez a sua força, bateu a Ponte Preta por 3 a 2 e manteve vivo o sonho de terminar a primeira fase com a melhor campanha do Paulistão. A partida serviria para testar pela primeira vez o "quadrado mágico" palmeirense, formado por Bruno César, Valdivia, Leandro e Alan Kardec, o preferido dos torcedores. Mas, além dos problemas de entrosamento que perdurarão por mais alguns jogos, o Alviverde não teve nem tempo para saber como o quarteto se entenderia em situação normal.

Isso porque logo aos dois minutos a Ponte Preta abriu o placar em rápida jogada pela direita. No cruzamento, Rossi precisou tentar duas vezes antes de vencer Fernando Prass. A jogada nasceu de uma bola roubada no meio de campo. Quem esperava ver um duelo aberto desde o início se frustrou. A Ponte apertou a marcação e dedicou-se a impedir o adversário de jogar e o Palmeiras, mesmo com dois meias de ligação e atacantes leves, não conseguiu sair dessa armadilha.

Muito disso deveu-se à debilidade técnica de França e Eguren, que erraram um festival de passes e deixaram a torcida à beira de um colapso. Atento, Vadão, técnico da Ponte, deixou justamente esses dois jogadores sem marcação e os forçou a armar (e errar) as jogadas.

Valdivia era a única luz de criatividade e de seus pés nasceram as poucas boas jogadas do Palmeiras na primeira etapa. O chileno buscou o jogo e, assim que resolveu ser mais atuante, a equipe cresceu. Juninho também foi válvula de escape interessante, enquanto Wendel, pela direita, fechava a marcação na defesa como um terceiro zagueiro. Ao invés de buscar o segundo gol, a Ponte se limitou a se defender e deixou a primeira etapa bem desinteressante.

Bola parada. Gilson Kleina bancou a formação e voltou para o segundo tempo da mesma forma – e o panorama pouco se alterou. O Palmeiras bem que tentou apertar mais a saída de bola da Ponte, mas continuava errando passes demais. Dessa forma, a única chance de alguma reviravolta seria na base da bola parada. Foi o que ocorreu.

VIRADA

Em dois minutos, o Palmeiras virou o jogo: aos 15, Eguren aproveitou rebote de Roberto em cobrança de falta de Bruno César e empatou; aos 17, o árbitro Marcelo Rogério marcou pênalti em Bruno César e Alan Kardec bateu com categoria.

Quando enfim parecia que o Alviverde daria as cartas, Silvinho foi derrubado por Wendel na área e bateu o pênalti para empatar. A partir dali o jogo finalmente ficou aberto, com chances para os dois lados. A Ponte chegou a mandar uma bola no travessão, mas no fim prevaleceu a categoria de Valdivia. Aos 43, ele achou Vinícius na área e o atacante rolou para Mendieta decidir o jogo.

FICHA TÉCNICA

PALMEIRAS 3 X 2 PONTE PRETA

PALMEIRAS - Fernando Prass; Wendel, Lúcio, Tiago Alves e Juninho; Eguren, França (Mendieta), Valdivia e Bruno César (Patrick Vieira); Leandro (Vinicius) e Alan Kardec. Técnico - Gilson Kleina.

PONTE PRETA - Roberto; Ferrugem, César, Diego Sacoman e Magal; Bruno Silva (Neilson), Alef, Adrianinho (Bida) e Rossi (Thiago Carleto); Silvinho e Antônio Flávio. Técnico - Vadão.

GOL - Rossi, aos 2 minutos do primeiro tempo. Eguren, aos 15, Alan Kardec, de pênalti, aos 17, e Silvinho, de pênalti, aos 25, e Mendieta, aos 42 minutos do segundo tempo.

ÁRBITRO - Marcelo Rogério.

CARTÕES AMARELOS - Wendel, Thiago Carleot, Alef, Bruno Silva, Diego Sacoman e Adrianinho.

RENDA E PÚBLICO - Não disponíveis.

LOCAL - Estádio do Pacaembu, em São Paulo.

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