Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Palmeiras supera goleada, bate Vitória e deixa lanterna

Apesar da vitória, equipe de Dorival Junior permanece na zona de rebaixamento devido a vitória do Botafogo contra o Goiás

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

25 Setembro 2014 | 21h32

Em sua biografia centenária, o Palmeiras pretendia começar a escrever um novo capítulo depois de ser massacrado por 6 a 0 pelo Goiás, a sua pior derrota na história do Campeonato Brasileiro. Ainda não dá para ter plena certeza se essa reconstrução já teve início, porém uma nova página dá sinais de que pode começar a ser preenchida. Para ganhar por 2 a 0 do Vitória, ontem, no Pacaembu, o time apresentou diversas mudanças positivas em campo, que culminaram com o salto de três posições na tabela.

Da lanterna, a equipe pulou para a posição que abre a zona de rebaixamento (17.ª). E recuperou a confiança para os próximos compromissos, que serão cruciais. Bater o Vitória foi a primeira missão cumprida da série de três encontros com concorrentes diretos. Os preparativos nos dias anteriores e a escalação diferente deram certo. O clube apelou para a contratação de um motivador, a diretoria prometeu mudanças no elenco e pela primeira vez Dorival Junior realizou treinos fechados e não revelou o time titular.

MUDANÇAS

Outro fato inédito foi a armação da equipe no 4-4-2, com Juninho em sua posição de origem, a lateral esquerda. O antigo executor da função, Victor Luís, atuou como volante. O novo esquema deixou os jogadores mais próximos dentro de campo e facilitou jogadas inexistentes nas partidas anteriores, como as tabelas, por exemplo. Ao contrário das três últimas rodadas, o time não levou gol nos minutos iniciais. Assim, pôde jogar com mais calma e transformar a presença da torcida em apoio, ao invés de ser sinônimo de cobrança.

Quem compareceu ao Pacaembu também demonstrou paciência com os erros no começo e empolgação até em momentos simples, como aplaudir quando os jogadores conseguiam levar a melhor em uma simples dividida. O jogo esteve sob controle do Palmeiras durante todo o primeiro tempo. O time teve mais posse de bola, embora não tenha sufocado o adversário. As principais jogadas de perigo foram, quem diria, as cobranças de escanteio.

Nesse quesito, jamais o time de Dorival Junior havia marcado, mas se deu bastante bem no primeiro tempo. Lúcio quase fez aos 22 minutos e abriu placar aos 25, de cabeça. Sair na frente era o principal ingrediente para controlar o jogo. Embora o Vitória quase tenha empatado na sequência, o Palmeiras continuou soberano e quase ampliou no primeiro tempo, com Valdivia. O retorno do chileno é digno de registro pela criação de jogadas e o bom comportamento. O meia passou 75 minutos em campo sem criar polêmicas e ainda deu show com toques de calcanhar e protagonizando um lance inusitado, em que deixou a bola tocar em suas costas para passá-la a um companheiro. Saiu de campo aplaudido.

O segundo tempo começou com mais um evento raro, pelo menos nos últimos jogos do Palmeiras. O goleiro voltou a se destacar positivamente. Deola defendeu no reflexo um chute rasteiro de Juan - e ainda voltou a ter boas intervenções ao longo do segundo tempo.

A brilhante defesa deu mais brio ao time. O segundo gol foi o típico lance que todo treinador quer ver o time fazer: linha de passe na área, com muita calma e precisão até Henrique rolar para o gol. Com 17 minutos do segundo tempo, a partida estava decidida. O limitado Vitória pouco levou perigo ao time adversário, até porque o Palmeiras estava muito atento na defesa e correu poucos riscos. Apesar de a rodada não ter propiciado à equipe a saída da zona de rebaixamento, quem esteve no Pacaembu foi embora com a certeza de que o futebol apresentado e as mudanças exibidas, se permanecerem, vão ajudar o clube a ter dias melhores.

FICHA TÉCNICA

PALMEIRAS 2 x 0 VITÓRIA

PALMEIRAS - Deola; João Pedro, Lúcio, Nathan e Juninho; Renato, Victor Luís, Mazinho (Bernardo) e Valdivia (Bruno César); Cristaldo (Patrick Vieira) e Henrique. Técnico: Dorival Júnior. 

VITÓRIA - Júnior Fernández; Nino Paraíba, Roger Carvalho, Kadu e Juan (Willie); Adriano, Cáceres, Richarlyson (Mansur) e Marcinho; William Henrique (Luís Aguiar) e Dinei. Técnico: Ney Franco.

GOLS - Lúcio, aos 25 minutos do primeiro tempo. Henrique, aos 17 minutos do segundo tempo.

CARTÕES AMARELOS - Nathan, Juninho, Richarlyson, Juan, Mansur, Luís Aguiar.

ÁRBITRO - Wilton Pereira Sampaio (Fifa/GO).

RENDA - R$ 325.605,00.

PÚBLICO - 14.907 pagantes (16.192 no total).

LOCAL - Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP).

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