Celio Messias|Estadão Conteúdo
Celio Messias|Estadão Conteúdo

Palmeiras supera o desgaste em Ribeirão e bate Botafogo

Apesar da boa vitória, Prass foi um dos melhores em campo

Almir Leite, Estadão Conteúdo

31 Janeiro 2016 | 21h47

O Palmeiras não fez uma partida de encher os olhos, sentiu bastante o desgaste físico, mas conseguiu o mais importante na estreia no Paulistão: começou com vitória ao fazer 2 a 0 no Botafogo, neste domingo à noite, em Ribeirão Preto.

Na primeira partida oficial na temporada, o Palmeiras até que tentou cumprir o pedido de Marcelo Oliveira de evitar a ligação direta entre defesa e ataque. O problema é que o Botafogo marcou forte. No início, até demonstrou um espaçamento entre os setores e permitiu algumas jogadas em velocidade aos palmeirenses. Depois, porém, corrigiu a deficiência e o time da capital passou a encontrar muita dificuldade para organizar jogadas.

Dessa maneira, o Palmeiras chegou pouco. Quando tentou as jogadas pelos lados, ainda conseguiu alguma coisa. Mas como os laterais do Botafogo não avançavam, não havia muito espaço. Pelo meio também praticamente não aconteceram lances. O time estava tímido ao atacar.

O Botafogo, além da marcação alta para dificultar as ações do Palmeiras, tentava penetrar na base do toque de bola. Mas também tinha dificuldade para levar a jogada até o final. Ao explorar o lado esquerdo do ataque, ainda conseguiu um ou outro cruzamento para a área. Nada, porém, que desse grandes sustos em Fernando Prass.

Assim, chances de gol na etapa apenas duas do Palmeiras - logo no início do jogo Gabriel Jesus chegou na cara de Neneca mas tocou em cima do goleiro. E depois Alecsandro pegou mascado uma bola na grande área - e uma do Botafogo, com César Gaúcho.

O segundo tempo começou ruim. O Palmeiras não conseguia criar jogadas. Teve um lance agudo, quando Alecsandro saiu para buscar a bola - que não estava chegando - e fez bom lançamento para Dudu chutar torto. Era pouco.

Até que Lucas cruzou na área e Alecsandro se antecipou ao zagueiro para cabecear. Neneca defendeu, a bola bateu no travessão, tocou no goleiro na volta e entrou. O atacante, criticado pela torcida, comemorou em tom de desabafo.

O Botafogo sentiu o gol e o Palmeiras passou a dominar a partida. Teve até chance de ampliar, porque o adversário, na ânsia de buscar o empate passou a dar espaços. O problema é que os jogadores palmeirenses, em início da temporada, começaram a sentir o desgaste físico.

Mas a melhor condição técnica do time alviverde acabou prevalecendo no fim. Robinho armou um contra-ataque com lindo lançamento para Dudu, que aos 42 minutos fez o segundo e deu ao Palmeiras a primeira vitória no Paulistão.

FICHA TÉCNICA

BOTAFOGO 0 x 2 PALMEIRAS

BOTAFOGO - Neneca; Daniel Borges, Caio Ruan, Mirita e Augusto Ramos; César Gaúcho,

Rodrigo Thiesen, Pituca (Serginho) e Danilo Bueno (Paulinho); Vitinho e Nunes.

Técnico: Marcelo Veiga.

PALMEIRAS - Fernando Prass; Lucas, Vitor Hugo, Leandro Almeida e Zé Roberto (Egídio); Thiago Santos (Roger Carvalho), Arouca e Robinho; Dudu, Gabriel Jesus (Erik) e Alecsandro. Técnico: Marcelo Oliveira.

GOLS - Alecsandro, aos 16, e Dudu, aos 42 minutos do segundo tempo.

ÁRBITRO - Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza.

CARTÕES AMARELOS - Alecsandro, Mirita, César Gaúcho e Robinho.

RENDA - R$ 897.130,00.

PÚBLICO - 18.635 pagantes.

LOCAL - Estádio Santa Cruz, em Ribeirão Preto (SP).

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