Natacha Pisarenko/ AP
Natacha Pisarenko/ AP

Palmeiras tem vitória tranquila fora de casa em sua estreia na Copa Libertadores

Equipe derrotou o Tigre por 2 a 0, na Argentina, e confirmou seu favoritismo

Paulo Favero, O Estado de S.Paulo

04 de março de 2020 | 21h09

O Palmeiras deu seu primeiro passo para chegar longe na Copa Libertadores, um título que virou "obsessão" no clube nos últimos anos. A vitória por 2 a 0 sobre o Tigre, na Argentina, confirmou o favoritismo da equipe. Claro que a caminhada é longa, mas a vitória convincente fora de casa, em um torneio que não é fácil ganhar como visitante, mostra que o time tem condições de chegar longe no torneio.

E essa é a ambição do técnico Vanderlei Luxemburgo, que comanda o time pela terceira vez no torneio - nas outras duas, parou nas oitavas (1994) e nas quartas (2009). O comandante, inclusive, já chegou com o Santos até a semifinal, em 2007, e sabe que falta o título sul-americano em seu currículo vitorioso.

Em seu retorno à Libertadores comandando o Palmeiras, Luxemburgo mexeu um pouco na escalação do time, colocando Ramires como volante e Rony como meia pela esquerda de titulares. As mexidas deixaram o time mais leve e rápido e logo nos primeiros minutos dava para ver que a aposta seria a velocidade pelos lados do campo.

E foi assim que o clube brasileiro passou a buscar o gol, com viradas de jogo principalmente buscando Rony pelo lado que tinha o apoio do lateral uruguaio Viña. Mesmo com mais força pelo lado esquerdo, foi pela direita que o time chegou ao gol. Aos 15, Gabriel Menino roubou a bola, que passou por Willian, Dudu, Willian novamente, até chegar em Luiz Adriano. O artilheiro ajeitou na entrada da área e chutou forte, abrindo o placar.

O gol de Luiz Adriano foi o milésimo do Palmeiras contra adversários estrangeiros na história. O jogador ganhou espaço desde que Luxemburgo assumiu o time, no início do ano, e vem sendo o preferido para comandar o ataque da equipe. Tanto que, por causa dele, o comandante tem optado por deixar outros jogadores ofensivos como meia, como Dudu, Willian e Rony.

A vantagem no placar deu uma certa tranquilidade ao Palmeiras, mas o time acabou recuando demais após o gol e deixou os donos da casa crescerem no duelo. Cavallaro arriscou de longe, com perigo, e pouco depois Morales teve boa chance. Aos 33, Melivillo bateu cruzado e quase empatou, em um momento que o Tigre estava melhor na partida.

Na volta do intervalo, Luxemburgo consertou a postura do Palmeiras e a partir daí o time voltou a dominar o confronto. É bem verdade que tomou um susto na cabeçada de Morales, que passou perto. Mas logo veio uma resposta com Ramires, que mandou no travessão. O segundo gol estava amadurecendo e quase veio com Rony, mas chutou com o gol vazio, mas a bola subiu demais.

A situação dos visitantes melhorou quando Acuña deu um pontapé em Rony e foi expulso pelo árbitro Wilmar Roldán. Com um a mais, o time logo fez mais um gol. Willian recebeu de Rony na entrada da área e mandou no ângulo. Com a vantagem, Luxemburgo aproveitou para tirar Ramires, que já demonstrava cansaço, e Luiz Adriano.

A superioridade técnica do Palmeiras era nítida, ainda mais diante de um rival que está na segunda divisão na Argentina. Willian ainda mandou uma bola no travessão e sofreu um pênalti não marcado pela arbitragem. Quase não tomou mais sustos e festejou um resultado positivo fora de casa, iniciando sua trajetória no torneio continental com o pé direito.

FICHA TÉCNICA:

TIGRE 0 x 2 PALMEIRAS

Tigre: Marinelli; Acuña, Alcoba, Moiraghi e Lucas Rodríguez; Ortiz (Domínguez), Prediger, Morales e Melivillo (Galmarini); Cavallaro (Luna) e Dening. Técnico: Néstor Gorosito.

Palmeiras: Weverton; Gabriel Menino, Felipe Melo, Gustavo Gómez e Viña; Ramires (Luan), Bruno Henrique, Willian (Zé Rafael), Dudu e Rony; Luiz Adriano (Gabriel Veron). Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

Gols: Luiz Adriano, aos 15 minutos do 1º tempo; Willian aos 19 do 2º tempo.

Juiz: Wilmar Roldán (Colômbia).

Cartões amarelos: Melivillo, Lucas Rodríguez, Rony e Gabriel Menino.

Cartão vermelho: Acuña.

Local: Monumental, em Victoria.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.