Palmeiras teme decisão por pênaltis

O Palmeiras tem um motivo a mais para tentar decidir sua sorte na partida contra o Paulista nos 90 minutos regulamentares, ou no máximo nos 30 da prorrogação: o péssimo aproveitamento da equipe nos últimos meses em cobranças de pênaltis, que serão necessárias caso não se conheça um vencedor com a bola rolando. O goleiro Marcos foi enfático ao tratar do assunto. "Em decisão por pênaltis, não tem favorito. Tudo pode acontecer. Para piorar, o Palmeiras não tem um retrospecto favorável nos últimos tempos. Nesse momento, não adianta ter experiência. Mas uma coisa eu garanto: eu não irei bater nenhum."O retrospecto negativo começou ano passado, durante a segunda fase do Brasileiro da Série B, quando Vágner Love desperdiçou um pênalti contra o Sport no Parque Antártica.Este ano, o atacante perdeu um em amistoso contra o Oeste e outro no clássico contra o Santos, no Morumbi. Deixou de ser o cobrador oficial, função que passou a ser exercida por Magrão. Mas na partida de ida da segunda fase da Copa do Brasil contra o São Gabriel, o volante também desperdiçou uma cobrança.Nesta sexta-feira, Baiano, Muñoz, Corrêa, Pedrinho, Vágner e Magrão passaram pelo menos trinta minutos treinando. O aproveitamento foi bom.Picerni também abordou a questão. "Os pênaltis fazem parte do regulamento. E normalmente trazem um sufoco para todo mundo. Não quero que a responsabilidade caia apenas sobre as costas do Marcos, aqui todos são responsáveis. Mas, sinceramente, penso em decidir nos 90 minutos."Para o treinador, decisão por pênaltis não é loteria. "Tem um fator emocional muito forte. Mas, acima de tudo, é trabalho. E aqui, todos trabalham com responsabilidade."

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