Palmeiras teme maratona a São Gabriel

O técnico Jair Picerni ainda não quer falar sobre o jogo do Palmeiras contra a Portuguesa Santista, domingo, pelo Paulista. É que o confronto com o São Gabriel pela Copa do Brasil, quarta-feira às 21h45, em São Gabriel (RS), está tirando o treinador do sério. Não tanto pela força do adversário, mas pela maratona que a equipe terá que cumprir até chegar à cidade gaúcha - que deverá consumir quase sete horas. Além da viagem de avião a Porto Alegre, o grupo passará pelo menos mais cinco horas dentro de um ônibus até chegar ao destino, distante quase 350 quilômetros da capital gaúcha. "Vou ter tempo para assistir às fitas com jogos do São Gabriel pelo menos umas seis vezes dentro do ônibus", ironiza Picerni, que pretende comandar apenas um treino rápido amanhã à tarde. "Para os jogadores é muito ruim passar tanto tempo parado, sem se movimentar. Com certeza, vão sentir o desgaste." Para o volante Magrão, a longa viagem por terra não será tão ruim assim. "Tenho medo de entrar em aviões pequenos, que balançam muito. Ano passado, na viagem de Maceió a Garanhuns (quando o Palmeiras estava na Série B), fiquei muito amedrontado." O volante, no entanto, acredita que o desgaste na volta de São Gabriel para São Paulo será maior. A delegação deixa a cidade gaúcha logo após a partida e deve desembarcar em Cumbica às 9h20 de quinta-feira. A marcação da partida contra a Santista para o acanhado estádio Ulrico Mursa também foi comentada na Academia. "Se tivéssemos feito a nossa parte, e vencido o Mogi Mirim, a vantagem de jogar em casa seria nossa. Agora, teremos que ir a Santos. Seria melhor se a Federação Paulista definisse a Vila Belmiro como local da partida, até pensando no conforto de todos que lá estarão. Mas agora não adianta falar nada. Vamos respeitar o adversário porque, se chegou até aqui, teve seus méritos", disse Magrão.

Agencia Estado,

15 de março de 2004 | 20h04

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