Palmeiras tenta defender suspensão preventiva de Valdívia

Meia chileno pode pegar até 1.080 dias de gancho por ter agredido o Thiaguinho e Alan Kardec, do Vasco

Juliano Costa e Bruno Lousada, Jornal da Tarde e Estadão

29 de outubro de 2007 | 20h27

O Palmeiras já traçou sua estratégia para defender Valdivia de uma punição recorde no Brasil - ele pode pegar até 1.080 dias de gancho, ou praticamente três anos, por ter agredido o volante Thiaguinho e o atacante Alan Kardec, do Vasco, durante o empate por 2 a 2 no último domingo, em São Januário. A idéia é desqualificar as acusações de agressão, classificando-as como "jogadas hostis", e lembrando que as atitudes do Mago foram, na verdade, um revide à provocação dos rivais. Como argumento de defesa, o advogado do Palmeiras, Luiz Roberto de Martins Castro, vai citar também que Valdivia é um dos jogadores que mais recebe faltas no Brasileirão e que, até então, nunca havia sido expulso no Brasil. O cartão vermelho recebido contra o Vasco, domingo, foi mesmo o primeiro, mas o meia já havia sido advertido com amarelo em 23 dos 52 jogos que fez em 15 meses pelo Palmeiras. Não será fácil Valdivia se livrar de uma severa punição. As duas agressões foram flagradas pela TV, apesar de o árbitro Evandro Roman ter visto apenas a segunda, sobre Alan Kardec - o chileno foi imediatamente expulso por isso. E a Procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) anunciou que vai requerer a suspensão preventiva do jogador por causa das agressões ao volante Thiaguinho e ao atacante Alan Kardec. O procurador-geral do STJD, Paulo Schmitt, já requisitou as fitas de vídeo e a súmula do jogo para denunciar o chileno duas vezes no Artigo 253 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), o que pode duplicar a punição do camisa 10 do Palmeiras. Com isso, ele pode pegar de 240 a 1.080 dias de suspensão.  Schmitt pedirá até quarta-feira ao presidente do STJD, Rubens Approbato Machado, a suspensão preventiva de Valdivia por considerar o caso grave e a data do julgamento do chileno tardia - deve ocorrer em duas semanas, próximo do encerramento do Brasileiro. Seria o primeiro caso de suspensão preventiva da competição, à exceção das punições por doping. "Se não fizer isso, Valdivia volta a jogar no fim de semana porque não tem como julgá-lo antes. Ele cometeu duas agressões numa mesma partida e não pode ser punido apenas com cartão vermelho", declarou o procurador. Por causa da expulsão, Valdivia já está fora do confronto contra o Juventude, quinta-feira, no Palestra Itália, fato que irritou o técnico Caio Júnior. O treinador prometeu dar uma bronca no talentoso jogador. O Mago pisou na bola no domingo. Primeiro, deu uma cotovelada em Thiaguinho na etapa inicial da partida com o Vasco. A agressão não foi vista pelo árbitro Evandro Rogério Roman. Mas, aos 45 do segundo tempo, Valdivia perdeu a cabeça ao ter a camisa e o cabelo agarrados por Alan Kardec e foi expulso: desferiu um soco no atacante, que levou cartão amarelo pela falta. O chileno saiu de campo irritado e sem comentar o lance.

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