Cesar Greco/Agência Palmeiras
Dudu demonstra maior tranquilidade com a camisa do Palmeiras Cesar Greco/Agência Palmeiras

Palmeiras tenta frear o líder Corinthians

Diferença entre os dois times na tabela é de 15 pontos

Gonçalo Junior e Raphael Ramos, O Estado de S.Paulo

06 de setembro de 2015 | 07h00

Quem será capaz de parar o líder Corinthians? O Palmeiras é o candidato da vez, até porque uma vitória hoje, às 16h, no Allianz Parque, é fundamental para que a equipe ainda mantenha alguma esperança de título. 

O Corinthians é o time a ser batido neste Campeonato Brasileiro. A equipe não perde há 14 rodadas, deixou os principais adversários para trás e disparou na liderança. A última derrota no Nacional foi há mais de dois meses, no dia 20 de junho, quando perdeu por 1 a 0 do Santos na Vila Belmiro.

Os clássicos, inclusive, têm sido o calcanhar de Aquiles do time de Tite na temporada. A equipe não vence seus rivais no Estado há oito partidas, desde março, quando bateu o São Paulo, ainda pela primeira fase do Campeonato Paulista.

Já o Palmeiras tem se dado bem nos últimos clássicos, principalmente com o Corinthians. Em abril, nos pênaltis, eliminou o arquirrival do Estadual em pleno Itaquerão. No mês seguinte, de novo na casa do adversário, venceu por 2 a 0.

É neste retrospecto e na força da sua torcida que o Palmeiras confia para acabar com a série invicta do adversário e continuar sonhando com a possibilidade de ser campeão. Hoje, o Corinthians está 15 pontos à frente (49 a 34). Se a diferença subir para 18, ficaria praticamente impossível de ser descontada em 15 rodadas.

Há outro fator que contribui para motivar os palmeirenses nesta tarde. O time busca a primeira vitória sobre o maior rival na sua nova arena. No único confronto entre os dois no Allianz Parque até agora, o Corinthians venceu por 1 a 0, no Campeonato Paulista.

O técnico Marcelo Oliveira afirma que o clássico pode dar “um novo rumo” para o Palmeiras no Campeonato Brasileiro depois de oscilar várias rodadas entre vitórias e derrotas. “Pode ser um divisor e dar um novo rumo para nossa equipe, desde que tenhamos uma produção melhor. Vamos enfrentar o time mais regular do campeonato”, afirmou.

O desempenho como mandante é o principal motivador. O Palmeiras tem apenas uma derrota em sete jogos sob o comando de Marcelo Oliveira. Grande parte dessa força vem do público. O clube tem a melhor média de público da competição e terá novamente casa cheia: até sexta-feira, 31 mil ingressos haviam sido vendidos.

O treinador deu apenas algumas pistas sobre a escalação. Fez muitos elogios a Gabriel Jesus, o único previamente escalado. Marcelo Oliveira não confirmou o lateral Egídio, que está em má fase e foi substituído nos últimos jogos. Zé Roberto pode entrar na esquerda. “Estamos buscando a melhor formação de defesa, os zagueiros que podem casar melhor, e as laterais também. Não posso garantir que ele (Egídio) vá jogar”, disse o treinador. No meio, permanece a dúvida sobre a escalação de Arouca, fora dos últimos quatro jogos por causa de uma lesão muscular, ou Thiago Santos, volante que foi relativamente bem contra o Goiás.

Do lado do Corinthians, Tite terá a volta de Renato Augusto, que não enfrentou o Fluminense por causa de uma virose. Na defesa, o zagueiro Felipe retorna de suspensão no lugar de Edu Dracena. Com um edema no músculo posterior da coxa esquerda, o lateral Uendel continua fora. Assim, o garoto Guilherme Arana está mantido na equipe.

Mesmo com tantas mudanças, Tite tem conseguido manter o bom padrão de jogo da equipe. Na vaga de Elias (na seleção brasileira), por exemplo, o treinador “descobriu” Marciel, recém-promovido da base e autor de um golaço na última quarta-feira.

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Gabriel Jesus e Malcom, os símbolos da nova geração

Garotos do Palmeiras e Corinthians se enfrentam pela primeira vez

Gonçalo Junior e Raphael Ramos, O Estado de S.Paulo

06 de setembro de 2015 | 07h00

Gabriel Jesus e Malcom têm trajetórias parecidas. Ambos nasceram em 1997, são atacantes e frequentaram juntos as seleções de base. Hoje, se enfrentarão pela primeira vez como atletas profissionais.

O confronto entre os dois garotos ocorre com mais de três meses de atraso porque quando Corinthians e Palmeiras se enfrentaram no primeiro turno ambos estavam com a seleção brasileira no Mundial Sub-20, disputado na Nova Zelândia. O palmeirense atuou como titular em seis das sete partidas, marcou dois gols e fechou o torneio como destaque. Malcom teve apenas uma chance desde o início da partida, mas entrou em outros quatro jogos. 

Tido antes como apenas uma promessa, Gabriel Jesus já virou realidade. Com 18 jogos pelo Palmeiras, marcou cinco gols, sendo quatro nas partidas contra Cruzeiro e Joinville. Confirmado como titular, ele foi o único jogador que teve a escalação definida pelo técnico Marcelo Oliveira ainda na sexta-feira. 

“Vocês não queriam saber a escalação? O Gabriel já está escalado. É importantíssimo. Só vou tirá-lo se cair de produção, estiver desgastado. Nesse momento ele cumpre taticamente bem, recompõe marcando lateral, puxa contra-ataques e tem jogada individual. Está muito bem. A tendência é que possa crescer ainda mais”, elogiou Marcelo Oliveira. 

A história de Gabriel Jesus no time profissional do Palmeiras começou no dia 7 de março deste ano, na vitória por 1 a 0 sobre o Bragantino. A ascensão foi meteórica, e o primeiro gol no time principal foi decisivo: eliminou o ASA e classificou o Palmeiras para as oitavas de final da Copa do Brasil. 

A diretoria palmeirense faz o possível para blindá-lo, mas a torcida já inventou uma música especial para o atacante. Ela foi entoada pela primeira vez na vitória sobre o Joinville e deverá ser repetida se o atacante mantiver as boas atuações. 

“É uma emoção muito grande jogar um clássico, mas o mais importante é conseguir a vitória”, disse. 

Malcom foi promovido ao profissional do Corinthians por Mano Menezes em 2014 após se destacar da Copa São Paulo de Juniores, torneio que disputou aos 16 anos. Em pouco tempo, virou titular. 

Em janeiro deste ano, como estava com a seleção sub-20 no Sul-Americano, perdeu a pré-temporada e a vaga para Emerson Sheik. Só recuperou o seu lugar no time depois que Sheik e Guerrero foram para o Flamengo.

Com Tite, o atacante passou a jogar mais próximo da área. Veloz, atua pelas beiradas do campo e já teve como companheiro de ataque Luciano e Vagner Love. Ainda sente falta de entrosamento, mas é titular absoluto.

 

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