Palmeiras: Terapia de grupo intensiva

A vitória contra o Brasiliense por 2 a 1, no sábado, deu a injeção de ânimo que o técnico Bonamigo queria no elenco. Ele já detectou que a insegurança é o maior problema que domina seus jogadores. Por isso ele achou excelente a programação do clube que neste domingo embarcou para a Venezuela.Até quarta-feira contra o Deportivo Táchira, pela Copa Libertadores, Bonamigo pretende fazer uma intensiva terapia de grupo. "Estaremos isolados, longe de todos e da pressão que normalmente acompanha o Palmeiras. O grupo está sendo formado agora, começando a conhecer o nosso comandante e a sua filosofia de trabalho. Eu quero todos acreditando no potencial do time. Nós temos qualidade para ir mais longe do que muitos podem supor", aposta o esperançoso técnico.Ex-jogador, Bonamigo detectou a falta de confiança no detalhe técnico. Na hora de chutar a bola para o gol, os jogadores se assustavam. Ficavam com medo de errar e erravam mesmo. "Esse medo é que estamos tentando mandar embora. Não é fácil. Nosso time foi muito criticado nos últimos tempos. E pelos nossos torcedores. Por isso o nosso rendimento não é aquele que poderíamos ter. Há algum tempo isso vem acontecendo" admite Correia."Quero que as pessoas percebam as inúmeras chances que o Palmeiras teve para golear o Brasiliense. Os jogadores conseguiam o mais difícil que era ficar livres diante do goleiro mas não marcavam. Algo de errado existe e será corrigido. Se o time não tivesse qualidade, não teria tantas oportunidades em um jogo", decreta Bonamigo.Seguidor dos métodos de Luís Felipe Scolari, ele pretende aproveitar ao máximo esse período de cinco dias na Venezuela - o time viajou neste domingo e só voltará na madrugada de quinta-feira. Ele utilizará Marcos como exemplo. "Mesmo tendo propostas financeiras vantajosas, ele disse que quer continuar no Palmeiras. Se um pentacampeão do mundo com um grande mercado quer ficar no clube não é por acaso. Isso que os jogadores precisam compreender. O Palmeiras é um excelente lugar para trabalhar. A vitória faz parte da história deste clube. Então, não existe razão para tanta tensão durante os jogos", insiste o treinador.Marcos assumiu no sábado a sua condição de ídolo palmeirense. "Eu tenho na advogada Gisleine Nunes uma amiga e que busca o melhor para mim. Sei que algumas propostas surgiram para ela, só que não me interessam. Eu comecei a minha carreira no Palmeiras e me sinto valorizado não só pela torcida como pela diretoria. Aqui é o clube que pretendo encerrar a minha carreira. As vezes as coisas ficam difíceis por aqui, mas sempre a gente dá um jeito", brinca o goleiro que atingiu 300 partidas com a camisa do Palmeiras.

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