Cesar Greco/Ag. Palmeiras
Cesar Greco/Ag. Palmeiras

Palmeiras testa poderio contra rival 'desconhecido' na estreia no Paulista

Time favorito ao título recebe no Allianz Parque o Botafogo, adversário que admite conhecer pouco

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

05 Fevereiro 2017 | 07h00

O time favorito, o que mais se reforçou e atual campeão brasileiro teme o desconhecido na estreia no Campeonato Paulista. O Palmeiras recebe no Allianz Parque neste domingo pela primeira rodada o Botafogo, equipe que pouco conhece e admite que isso será um dos perigos para a estreia do técnico Eduardo Baptista em jogos oficiais.

"Esse primeiro jogo é bastante complicado. Não tivemos muitas informações. O time fez quase todos os jogos treinos fechados. Mas coletamos algumas informações. Alguns jogadores eu conheço, porque já trabalhamos em outras equipes", contou o treinador. Baptista disse ser amigo do técnico adversário, Moacir Júnior, proximidade que possibilita criar algumas referências sobre o que pode enfrentar.

O Palmeiras que vai entrar em campo será uma mistura da base montada pelo técnico Cuca em 2016, com as características pedidas por Baptista. A formação titular tem poucas diferenças em comparação ao time campeão brasileiro, como as ausências de Mina, Moisés e Gabriel Jesus. A novidade deve ser na postura em campo, com os jogadores ofensivos com menos obrigações defensivas.

"Com o Eduardo tempos uma liberdade maior. O Cuca era mais rígido em alguns quesitos. Na formação anterior, eu precisava voltar para marcar o lateral. Com o Eduardo, fecho por dentro. Vou conseguir chegar mais no ataque", descreveu o atacante Róger Guedes, que ganhou aumentou nesta semana e será mantido como titular na temporada.

A estreia em jogos oficiais, depois de dois empates em amistosos, oferece ao Palmeiras outro desafio além de saber pouco do adversário. Ganhar de forma convincente é o objetivo, para que se possa dar tranquilidade ao elenco. "Temos que pontuar desde o início, para ganhar confiança. É importante fazer um bom campeonato, mostrar um bom futebol, até para se ir bem na Libertadores. Uma coisa está atrelada à outra", disse Baptista.

FICHA TÉCNICA

PALMEIRAS X BOTAFOGO-SP

PALMEIRAS: Fernando Prass; Jean, Edu Dracena, Vitor Hugo e Zé Roberto; Felipe Melo; Róger Guedes, Tchê Tchê, Raphael Veiga e Dudu; Willian (Barrios). Técnico: Eduardo Baptista.

BOTAFOGO-SP: Neneca; Samuel Santos, Gualberto, Matheus Mancini e Fernandinho; Marcão Silva, Bileu, Diego Pituca e Rafael Bastos; Marcão e Serginho. Técnico: Moacir Junior.

Juiz: Flávio de Souza

Horário: 17h 

Local: Allianz Parque

Na TV: Globo 

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Marcius Azevedo, O Estado de S.Paulo

05 Fevereiro 2017 | 07h00

Na base do Cruzeiro, Bernardo era o protagonista e Dudu, o coadjuvante. Hoje, às 17h, no Allianz Parque, os dois se reencontram em situação bem diferente para o jogo entre Palmeiras e Botafogo, pelo Campeonato Paulista. O palmeirense consolidou sua carreira com o desempenho na temporada passada, quando virou capitão e foi fundamental no título brasileiro, sendo convocado para a seleção. Já o botafoguense deseja recomeçar em Ribeirão Preto após acumular polêmicas.

O passado ainda gera irritação. O meia de 26 anos não gosta de relembrar suas histórias, quer olhar pra frente. “Lamento pelo que aconteceu. Hoje acabou. Quero apenas jogar futebol. Quando alguém toca no assunto, corto logo, prefiro pensar em coisas boas.”

O episódio mais conhecido aconteceu em 2013, quando Bernardo foi levado por traficantes até o Complexo da Maré. Ele sofreu tortura psicológica pelo suposto envolvimento com Dayana Rodrigues, namorada do chefe do tráfico no local, Marcelo Santos das Dores, o Menor P., atualmente preso no Paraná. À época, ele negou ter sido agredido. Segundo o delegado José Pedro Silva, da 21.ª DP, que investigou o caso, Bernardo foi salvo pelo jogador Charles, que nasceu na comunidade e convenceu o traficante a não matá-lo. “Prefiro não comentar, é uma coisa que aconteceu há muito tempo. As pessoas podem colocar (meu nome) no Google e ir em vida pessoal, que vai estar lá o que aconteceu.”

Ao ser questionado se sentiu medo de morrer, Bernardo disse que “em nenhum momento.” “Fiquei tranquilo. Sabia que não iria acontecer nada. Não fizeram nada.” E pediu: “Não vamos falar disso, mano.”

Ao acessar o Google, uma das maiores ferramentas de busca do mundo, é possível resgatar outros episódios polêmicos. O jogador foi acusado em 2015 de agressão pela então namorada Patrícia Melo, com quem hoje é casado, e ameaçou se matar. As fotos de Bernardo com uma faca pressionando o próprio pescoço e pulso circularam pelas redes. Ele teve ainda um vídeo íntimo vazado na internet.

“Faltou um pouco de equilíbrio na minha vida pessoal”, admite. “Se me cuidasse um pouco mais fora de campo, as coisas poderiam ser diferentes. Mas não posso ficar lamentando”, disse o meia, que vê o Paulistão como uma vitrine. “Espero que possa aparecer algo bacana.”

Ele foi contratado por indicação do técnico Moacir Júnior, que o conhecia do futebol mineiro. O vínculo é até maio. Contra o Palmeiras, Bernardo vai começar no banco, mas está motivado para dar um final feliz para sua história. “Ainda dá tempo de correr atrás. Quero jogar mais dez anos e ter uma carreira brilhante, conquistar títulos. Sonho grande. Quero voltar para algum clube grande, ganhar uma Libertadores, jogar fora (do Brasil)...”, projeta o meia.

O jogador garante que mudou, mesmo sem procurar ajuda psicológica. Prova disso é que sua passagem pelo Coritiba transcorreu sem nenhum problema. “As pessoas acreditaram que seria como antes e não foi. Levei uma vida tranquila.” 

Sobre o reencontro com Dudu, Bernardo se diz feliz pelo sucesso do ex-companheiro, mas avisa: “Não vou desejar sorte porque ele está do outro lado. Mas espero que ele possa fazer um grande ano”, finalizou.

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