Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Palmeiras se despede da torcida rumo ao Mundial com música, festa e emoção: ‘Morro por eles’

Centenas de palmeirenses acompanharam o embarque do elenco na Academia de Futebol na manhã desta quarta-feira

Ricardo Magatti, O Estado de S.Paulo

02 de fevereiro de 2022 | 12h28

O Palmeiras se despediu da torcida com festa dos palmeirenses em frente à Academia de Futebol no fim da manhã desta terça-feira, na Barra Funda. As duas pistas da avenida Marquês de São Vicente foram fechadas. Os torcedores cantaram as tradicionais músicas de apoio ao time por pouco mais de uma hora.

A concentração, convocada pela organizada Mancha Alviverde, começou às 10h. O ônibus com a delegação deixou o CT às 11h05. Naquele momento, parte da torcida pulou o bloqueio feito pela Polícia Militar e correu para acompanhar o automóvel com os jogadores e comissão técnica. Todos queriam tocar no ônibus.

Ao contrário do que aconteceu na festa de despedida antes do embarque para a decisão da Libertadores em Montevidéu, no Uruguai, contra o Flamengo, ano passado, os atletas não apareceram na janela para acenar aos palmeirenses. Mas parte deles postou mensagens em suas redes sociais, agradecenedo o carinho que receberam.

Havia na porta da Academia de Futebol, zona oeste de São Paulo, um grupo grande de torcedores a fim de mostrar apoio à equipe antes da viagem a Abu Dabi. O voo fretado com a delegação decolou às 14h30 do Aeroporto Internacional de Guarulhos. A chegada nos Emirados Árabes Unidos está prevista para quinta-feira, às 4h (de Brasília).

Não era incomum ver torcedores emocionados. A mais ilustre delas, a aposentada Maria Eloiza, de 82 anos, não conteve o choro assim que o ônibus deixou o CT. "Eu morro por eles. Sempre vou aos jogos. Sou palmeirense da Vila Mariana desde sempre", conta. "Eu amo todos os jogadores. Dos antigos, sou fã do Edmundo. Já falei isso a ele", acrescenta a palmeirense. 

Ela acompanhou o Palmeiras em Tóquio, no Japão, em 1999, na disputa do antigo formato do Mundial, chamado à época de Copa Intercontinental, quando o time perdeu para o Manchester United por 1 a 0. Desta vez, apesar da vitalidade, vai assistir ao time de Abel Ferreira pela televisão.

"A emoção é muito grande. Melhor acompanhar de casa", justifica Maria Eloiza, tratada como uma espécie de amuleto pela torcida palmeirense. Em suas redes sociais, ela compartilha seu amor pelo Palmeiras. Dona Lija, como é chamada, já deu dezenas de entrevistas, vai com frequência ao CT e é comum vê-la nas cadeiras do setor Gol Sul, atrás de um dos gols do Allianz Parque. Em resumo, ela está onde o Palmeiras está.

Tudo o que sabemos sobre:
PalmeirasMundial de Clubesfutebol

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.