Paulo Whitaker/Reuters
Paulo Whitaker/Reuters

Palmeiras trava na marcação do Sport e só empata no Palestra

Clube alviverde fica no 1 a 1 e agora precisa de duas vitórias para conseguir a classificação na Copa Libertadores

André Rigue, estadao.com.br

15 de abril de 2009 | 21h37

Na segunda decisão contra os pernambucanos, o Palmeiras bobeou na bola aérea e só empatou com o Sport Recife na noite desta quarta-feira. Marcado por polêmicas da arbitragem, o duelo ficou no 1 a 1, no Palestra Itália, pela quarta rodada do Grupo 1 da Copa Libertadores. O resultado deixou a chave embolada, com todos os times com chance de classificação.

 

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Na próxima terça-feira, 21, o Palmeiras enfrenta a LDU (EQU), atual campeã, no Palestra Itália. O time alviverde está em terceiro lugar na chave, com 4 pontos (leva vantagem no saldo de gols diante dos equatorianos). Já o líder Colo Colo (CHI) joga na quarta-feira, 22, na Ilha do Retiro - Sport e Colo Colo têm 7 pontos.

 

Nesta quarta-feira, as equipes entraram com novidades no Palestra. O técnico Vanderlei Luxemburgo escalou Lenny no ataque ao lado de Keirrison - ele disputava a vaga com Ortigoza. Já Nelsinho Baptista colocou Wilson na frente e Andrade no meio-de-campo. A meta do treinador era "jogar" da mesma maneira que o Palmeiras atuou na vitória em Pernambucano.

 

A estratégia de Nelsinho deixou o jogo truncado. O Palmeiras, no entanto, conseguiu ter um volume maior por ter jogadores de melhor qualidade técnica. Todavia, o alviverde não teve a capacidade de transformar a superioridade em jogadas perigosas. Na maioria dos lances, os palmeirenses acabaram desarmados na entrada da área.

 

O panorama do jogo mudou aos 14 minutos, quando o colombiano Pablo Armero executou o cruzamento. O árbitro uruguaio Roberto Silvera disse que o zagueiro César cortou a bola com a mão e marcou um pênalti polêmico. Na cobrança, Keirrison balançou as redes de Magrão - foi o sexto gol do artilheiro em seis jogos pela Libertadores.

 

Com o gol, o Sport teve de sair para o ataque, o que deu um pouco mais de liberdade para o Palmeiras. O time alviverde criou uma ótima chance para ampliar aos 34 minutos, mas a arbitragem marcou impedimento duvidoso de Danilo, que recebeu passe de Lenny pela esquerda e saiu por trás da linha defensiva pernambucana.

 

O ponto principal do Palmeiras no primeiro tempo era a defesa. Mas uma falha de marcação aos 46 minutos possibilitou o empate dos pernambucanos. Em cobrança de falta, Durval desviou de cabeça e a bola sobrou para Wilson. Livre, o atacante bateu sem chances para Marcos - na comemoração, ele levantou a camisa e acabou expulso.

 

Com um jogador a menos, Nelsinho decidiu recuar todo o Sport na etapa final. O time pernambu

 Palmeiras1
Marcos; Fabinho Capixaba (Ortigoza), Maurício Ramos, Danilo     e Armero; Pierre, Edmílson (Evandro    ), Cleiton Xavier     e Diego Souza; Lenny (Marquinhos) e Keirrison
Técnico: Vanderlei Luxemburgo
 Sport Recife1
Magrão    ; Igor, César     e Durval; Moacir    , Daniel Paulista, Andrade (Sandro Goiano), Paulo Baier     (Fumagalli) e Dutra    ; Wilson     e Vandinho (Guto)
Técnico: Nelsinho Baptista
Gols: Keirrison, aos 14, e Wilson, aos 46 minutos do primeiro tempo

Árbitro: Roberto Silvera (URU)

Renda: R$ 920.941,00

Público: 22.372 pagantes

Estádio: Palestra Itália, em São Paulo

cano montou um verdadeiro ferrolho no Palestra. O primeiro chute do alviverde só chegou aos 11 minutos, com Diego Souza - no arremate, a bola desviou na marcação e passou perto da trave esquerda de Magrão.

 

Magrão também executou verdadeiros milagres. Aos 22 minutos, Diego Souza bateu falta com violência na entrada da área. A bola desviou e o goleiro se esticou todo para defender. O rebote caiu nos pés do zagueiro Danilo, que bateu forte. Magrão, novamente, voou para evitar o gol - na sequência, a arbitragem marcou impedimento.

 

Luxemburgo tentou dar novo ânimo ao Palmeiras com Ortigoza e Marquinhos, mas o time esbarrou no forte poder de marcação do rival. O Sport abdicou do ataque, fez cera, recuou todos os jogadores e se defendeu como pôde até o apito final. O time pernambucano atuou no "melhor estilo Libertadores" e voltou para casa com um resultado precioso.

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