Palmeiras tropeça e empata com Coritiba

Os dez dias sem jogar não fizeram bem ao Palmeiras. Voltou ao Campeonato Brasileiro como havia saído há dez dias, quando foi surrado (3 a 2) pelo Brasiliense no jogo do fim do encanto com Emerson Leão. Voltou ansioso demais para retomar as vitórias e tropeçou ao empatar por 1 a 1 com o frágil Coritiba, nesta quinta-feira, no Parque Antártica.Empatou e subiu apenas uma posição, do 10.º para o 9.º lugar com 36 pontos. Uma miséria para um time que sonhava assombrar os líderes na retomada do Brasileirão depois das paralisação de duas semanas. E no domingo tem o difícil Paraná, em Maringá, que pode afastar ainda mais o time da briga por um lugar entre os ponteiros.Se jogar como nesta quinta, não vai longe mesmo. Apoiado por mais de 15 mil torcedores, numa fria noite, o Palmeiras sofreu como um condenado. A torcida mais ainda e Leão desde o primeiro tempo. Não fosse o gol de Washington, aos 7 minutos, a decepção teria sido imensa no Palestra Itália quase cheio.Jogou mal o time de Leão. Nada funcionou. Aquela velha e conhecida ansiedade para resolver tudo de imediato no Parque prevaleceu de novo. Havia pressa, muita correria para se chegar ao gol e nenhuma imaginação. De Sérgio para Gamarra, de Gamarra para Marcinho Guerreiro e dali uma disparada desenfreada ao ataque quando a bola caía nos pés de Marcinho e Juninho. Pedrinho, escondido na ponta-esquerda, escondido ficou. Os laterais Baiano e Fabiano também pouco produziram. Não havia a menor coordenação entre defesa, meio-de-campo e ataque.A confusão era tão grande que o time saía para o ataque e deixava um espaço livre para o Coritiba avançar. E o time paranaense aproveitou bem esse problema do Palmeiras. Dos 20 aos 40 minutos, esteve presente no território inimigo, mas fracassou nos momentos de definir o gol. O time da casa só acordou aos 42, num contra-ataque que Juninho quase transformou em gol ? o goleiro Douglas evitou com grande defesa.No segundo tempo, Leão descontruiu tudo o que havia planejado para o jogo. Trocou Baiano pelo volante Roger e puxou Correa para a lateral-direita. E voltou com o zagueiro Leonardo Silva no lugar do apático Pedrinho. Montou o 3-5-2 para dar liberdade aos laterais e folga para Juninho e Marcinho na armação do ataque.As mudanças não deram certo. O time ficou pior do que estava. Bom para o Coritiba que foi buscar o empate. Aos 22, em um lance ridículo de Daniel, Capixaba ficou com a sobra e, depois de se livrar de Sérgio, fez o gol de empate. O gol de Capixaba afundou ainda mais o Palmeiras.?Pedimos para tomar o gol. Eles estavam atacando, atacando desde o primeiro tempo e nós lá atrás. No segundo tempo, continuaram atacando. Nosso time recuou muito, ficou preocupado em defender o gol e não em marcar mais um?, reclamou Juninho, discordando totalmente da mudança afiançada por Emerson Leão.Juninho tinha razão. O time ficou ainda sem saída de bola. Os zagueiros Leonardo Silva e Daniel é que se encarregaram dos lançamentos. Desastre anunciado. Desarticulado, sem a mínima noção do que deveria fazer para sair do empate, o Palmeiras teve apenas duas chances: num contra-ataque ocasional que Marcinho desperdiçou; e num cruzamento de Correa, em outro contra-ataque, que Marcinho chegou tarde.De resto, o pânico de sempre no Palestra Itália quando o time não consegue se encontrar. Ansiedade demais, imaginação e clareza de menos. Parece sina.

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