Alex Silva/ Estadão
Alex Silva/ Estadão

Palmeiras tropeça em casa e vê G4 distante; Vasco respira na Série A

Alviverde deve depositar chances de Libertadores na Copa do Brasil

Paulo Favero, O Estado de S. Paulo

08 de novembro de 2015 | 18h57

Apático, o Palmeiras perdeu para o Vasco diante de sua torcida por 2 a 0 e praticamente deu adeus à possibilidade de conquistar uma vaga na Copa Libertadores do próximo ano pelo G-4 do Campeonato Brasileiro. Agora o time terá de apostar suas fichas na decisão da Copa do Brasil, contra o Santos, pois o campeão garante vaga no torneio sul-americano. Já o Vasco festejou o resultado que o deixou um pouco mais perto da meta de sair da zona do rebaixamento.

No início da partida, os dois time abusaram dos erros de passe e não conseguiam fazer jogadas ofensivas trabalhadas. Tanto que o primeiro chute a gol ocorreu apenas aos 25 minutos, quando Serginho fez linda jogada individual e chutou da entrada da área, facilitando a defesa de Fernando Prass. Ao lado, Nenê ficou reclamando para o companheiro, que poderia ter passado a bola ou chegado mais perto do gol.

Esse lance foi o estopim para o Vasco começar a gostar do jogo. Mesmo fora de casa, o time sabia que precisava se arriscar mais por causa da situação delicada na tabela de classificação. O Palmeiras continuava errando e em um chute de longe de Rafael Silva, o goleiro Martín Silva segurou com tranquilidade.

Com três jogadores no ataque - Rafael Marques, Barrios e Gabriel Jesus, sendo que o primeiro tentava articular as jogadas no meio - e com dois meias que são mais criativos do que defensivos - Zé Roberto e Robinho -, o Palmeiras tinha dificuldade para roubar a bola e pressionar o time carioca.

Mas do lado oposto, com uma defesa bem postado e um sistema de marcação eficiente, o Vasco conseguia levar mais perigo para o gol da equipe paulista. Aos 34, Rafael Silva recebeu pela esquerda, dentro da área, e chutou forte, mas Prass espalmou. Na cobrança de escanteio de Nenê, a defesa alviverde ficou olhando e o próprio Rafael Silva marcou de cabeça, abrindo o placar.

A partir daí, o Vasco sabia que o lado emocional iria fazer diferença. O Palmeiras continuava sem se encontrar em campo, com muitos erros, e o time mostrava uma apatia para reagir. Não demorou para o time carioca fazer o segundo. Aos 40, Nenê aproveitou uma bobeira da zaga do Palmeiras, apareceu sozinho na frente de Prass e tocou por cima do goleiro para ampliar o marcador.

Após o intervalo, o técnico Marcelo Oliveira decidiu mexer no ataque, tirando Rafael Marques e colocando Kelvin. Depois, sacou Barrios e colocou Alecsandro. O time até mostrou uma pequena reação, mas ficou claro que o problema não era na frente e sim no meio, onde o time não criava e tinha dificuldades de segurar o rival.

Assim, enquanto o Palmeiras tentava penetrar na defesa do Vasco, mas pouco chegava com perigo, o adversário apostava nos contra-ataques e incomodava pelos lados do campo, principalmente com Rafael Silva e Nenê, que era quem recebia as bolas no meio para acionar os companheiros.

Marcelo Oliveira então deu sua última cartada, promovendo a estreia de Fellype Gabriel no lugar de Egídio. O meia entrou para exercer sua função e o veterano Zé Roberto foi deslocado para a lateral. Só que, sem inspiração, o Palmeiras quase não incomodava e não arriscava a gol. No final, derrota para o Vasco e muitas vaias da torcida alviverde.

FICHA TÉCNICA

PALMEIRAS 0 x 2 VASCO

Palmeiras

Fernando Prass; João Pedro, Jackson, Vitor Hugo e Egídio (Fellype Gabriel); Thiago Santos, Robinho e Zé Roberto; Rafael Marques (Kelvin), Barrios (Alecsandro) e Gabriel Jesus. Técnico: Marcelo Oliveira.

Vasco

Martín Silva; Madson, Luan, Rodrigo e Julio Cesar; Serginho, Diguinho, Andrezinho e Nenê (Rafael Vaz); Rafael Silva (Julio dos Santos) e Riascos (Eder Luis). Técnico: Jorginho.

Gols

Rafael Silva, aos 34, e Nenê, aos 40 minutos do 1º tempo.

Juiz

Anderson Daronco (RS)

Cartões amarelos

Jackson, Riascos, Serginho, Madson e Luan.

Renda

R$ 1.775.007,50

Público

28.800 pagantes

Local

Allianz Parque, em São Paulo (SP).

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