Palmeiras usa lição de 2002 no Brasileiro

O Palmeiras tem de ser ousado e ao mesmo tempo precavido. É assim que o técnico Jair Picerni quer ver o seu time atuando na volta à elite do futebol brasileiro. Nesta quarta-feira, às 18 horas, a equipe reestréia na primeira divisão nacional, diante do Atlético-MG, no Palestra Itália, e quer demonstrar que merece estar na lista de favoritos. No conceito do técnico Jair Picerni, o time tem de apresentar um grande início de competição, vencer os jogos em casa e pontuar o máximo possível como visitante. A campanha do Cruzeiro em 2003 será bastante utilizada nas preleções. Os mineiros foram regulares desde o início. A receita palmeirense é largar bem e manter o equilíbrio."Temos de tomar cuidado na profissão. Nada de repetir 2002 (ano em que o time foi rebaixado para a Série B) e ficar dizendo: faltam 18 rodadas, vai dar tudo certo", preveniu Picerni. "Temos de priorizar cada jogo como se fosse o da vida. Subir degrau por degrau para chegar ao título."E, apesar de optar pela entrada do volante Marcinho na vaga do meia Diego Souza, Picerni promete um time ousado no ataque. "Todos temos de correr riscos no sentido de ataque, para que o futebol ganhe. Arriscando vem coisa boa. Mas a marcação tem de existir."Picerni sabe da diferença de atuar numa Série B e disputar a primeira divisão. Não teme as cobranças e pressões. Para dar amadurecimento ao time, usará os jogadores mais experientes como exemplo. Pedrinho, Marcos, Leonardo e Magrão, remanescentes da campanha de 2002, na qual o time acabou rebaixado, serão os responsáveis em alertar os jovens para evitar os mesmos erros daquele campeonato."Temos de saber das nossas responsabilidades e ficar alertas, pois caem quatro times. É começar bem e sempre com o pensamento de que se perdermos três pontos, estamos ferrados, em perigo", disse Pedrinho. "No Brasileiro, buscar 15, 16 pontos é praticamente impossível."

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