Marcio Fernandes/Estadão
Marcio Fernandes/Estadão

Palmeiras vai para o ataque contra o defensivo Bragantino

Equipe pode ter três atacantes para superar a forte marcação do time de Bragança Paulista

Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

27 de março de 2014 | 04h55

SÃO PAULO - Confiança e respeito são as palavras-chave do Palmeiras para enfrentar o Bragantino na noite desta quinta-feira, no Pacaembu, pelo Paulistão. Embora faça muitos elogios ao rival e esconda a escalação, não faltam motivos para Gilson Kleina acreditar na classificação do seu time.

O Palmeiras, dono da segunda melhor campanha do Paulista, joga no Pacaembu, onde não perde desde o dia 14 de maio do ano passado, quando foi derrotado pelo Tijuana por 2 a 1, pela Libertadores. De lá para cá, foram 22 jogos, sendo 17 vitórias e cinco empates. Vale lembrar que o jogo contra o Tijuana foi o último de mata-mata que a equipe disputou. "Por isso, fizemos tanta questão de acabar entre os líderes do Estadual. Para poder jogar diante da nossa torcida", disse o treinador.

A atenção com o adversário existe antes mesmo de ele ter conquistado a classificação. Kleina sempre prega muito respeito a todos os rivais, mas com o Bragantino a preocupação parece um pouco maior. O time de Bragança Paulista é conhecido por ser uma equipe que marca muito forte, tem jogadores altos que não se intimidam se precisar cometer faltas mais duras.

Diante desse quadro, Kleina resolveu esconder a equipe que joga nesta quinta. Ele comandou um treinamento na parte da manhã da quarta sem a presença dos jornalistas, que só puderam ver alguns jogadores cobrando faltas e pênaltis. O treinador alegou que foi uma forma de ter privacidade para ensaiar jogadas, mas o fato é que Kleina trabalhou bastante a bola parada defensiva e os cruzamentos para a área inimiga.

"O Bragantino joga com três zagueiros, que são altos e fortes e que chegam bem ao ataque quando tem bola parada. Vamos montar um sistema para encaixar essa parte", explicou.

A dúvida é a presença de Bruno César entre os titulares. Como Kleina quer mais velocidade ao time, o meia pode perder espaço. Caso ele retorne ao banco de reservas, Patrick Vieira surge como primeira opção, para uma formação mais ofensiva. Mais do que jogadores, o que o técnico trabalhou bastante com os atletas foi o lado psicológico. Kleina quer que o Palmeiras tenha mais regularidade. "Se formos para o 'mata' e repetir o primeiro tempo do Botafogo e do Santos, não podemos nos colocar como favoritos. Temos de entrar com nível de competitividade no alto desde o início", alertou.

Caso a partida termine empatada, a decisão vai para os pênaltis e os dois times se preparam para essa possibilidade. No Palmeiras, Wendel, Marcelo Oliveira, Juninho, Valdivia e Alan Kardec foram os que mais treinaram o tiro livre.

BRAGANTINO

No Bragantino, Marcelo Veiga joga toda a responsabilidade para o lado rival e apela ao passado. "Em 1990, os jogadores também eram desconhecidos e buscavam um lugar ao sol no futebol. E eles conseguiram com respeito aos adversários e humildade", disse, lembrando do time campeão paulista naquele ano que eliminou o Palmeiras.

MORUMBI

O Palmeiras também tem o São Paulo como exemplo do que não pode fazer nesta decisão. O time de Muricy Ramalho foi eliminado nesta quarta-feira diante do Penapolense, nas disputa de pânaltis, após empate sem gols.

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