Cesar Greco/Ag. Palmeiras
Cesar Greco/Ag. Palmeiras

Palmeiras vê erro de interpretação da CBF e aguarda desfecho do caso Scarpa

Meia briga na Justiça para rescindir contrato com o Fluminense

Estadão Conteúdo

17 de março de 2018 | 21h18

O Palmeiras acredita que a CBF se precipitou ao rescindir o seu contrato com Gustavo Scarpa, na última sexta-feira, o que na prática significou a reativação do acordo dele com o Fluminense, contra quem trava uma batalha na Justiça. Neste sábado, o clube paulista afirmou ter manifestado sua posição junto à entidade.

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De acordo com o advogado do clube André Sica, a ideia é auxiliar os advogados do jogador e acompanhar a evolução do caso de perto.

"A gente entende que existe um erro de interpretação por parte do chefe do departamento jurídico da CBF. A partir daí, o contrato foi rescindido. Após a rescisão, a gente expressou para a CBF a interpretação do Palmeiras de que o ofício não trazia nenhuma ordem expressa. Caberia à CBF, em primeiro momento, consultar o juízo. A CBF tomou uma decisão imediatista, com base em uma interpretação que a gente não achou interessante e que pode gerar prejuízo para o Palmeiras", falou Sica.

Em outras palavras, o Palmeiras acha que a CBF decidiu por si como proceder a partir do momento em que recebeu a certidão do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) do Rio. O documento dizia que a liminar utilizada por Scarpa para se desvencilhar do seu contrato com o Fluminense havia sido derrubada, mas não especificava que a CBF tinha obrigatoriamente de rescindir o acordo do atleta com o Palmeiras, procedimento tomado pela CBF na sexta-feira.

"O Palmeiras acompanha muito de perto, como parte interessada, colocou diversos advogados nesse caso. Mas é uma estratégia particular do atleta", explicou Sica, antes do jogo do time palmeirense contra o Novorizontino, pela ida das quartas de final do Campeonato Paulista.

"A CLT diz que, enquanto houver uma discussão sobre rescisão indireta de um contrato de trabalho, esse contrato fica suspenso e o atleta não precisa executar suas funções no clube. O Gustavo atualmente não pertence aos quadros do Palmeiras, mas provavelmente não deve se reapresentar (ao Fluminense)", afirmou Sica.

ENTENDA O CASO

Alegando falta de pagamento de quatro meses de direitos de imagem e seis de FGTS, o meia Gustavo Scarpa acionou judicialmente o Fluminense no dia 22 de dezembro do ano passado. Ele não se reapresentou ao clube no início de janeiro.

No dia 12 daquele mesmo mês, teve negado o pedido de rescisão antecipada do seu contrato, que tem validade até setembro de 2020. Um dia depois, o atleta entrou com um mandado de segurança em segunda instância e obteve uma liminar favorável. Três dias depois, era anunciado como reforço do Palmeiras, com quem assinou por cinco temporadas. O Fluminense, então, vinha tentando cassar a tal liminar, o que conseguiu na última semana.

Os advogados de Scarpa vão recorrer da decisão do TRT-RJ. A ideia é buscar nova liminar favorável que permita ao atleta voltar a defender o Palmeiras.

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