Palmeiras vence a Ponte e fica perto do título do Paulistão

Vitória por 1 a 0 coloca equipe de Luxemburgo perto da conquista da competição que não vence desde 1996

Alan Rafael Villaverde, estadao.com.br

27 de abril de 2008 | 17h58

Mão na taça. Título garantido. Festa antecipada. Seja como for, o Palmeiras deu um passo importante para conquistar o título do Campeonato Paulista ao vencer a Ponte Preta por 1 a 0, na tarde deste domingo, no Moisés Lucarelli, em Campinas, na primeira partida da final. Veja também: Confira o gol de Kleber na TV Estadão Galeria de fotos da partida Bate-Pronto: Palmeiras já pode vestir a faixa Classificação Calendário / Resultados Ouça o gol narrado pela Rádio Eldorado/ESPN Apesar da derrota, ponte-pretanos acreditam no título Luxemburgo foca o Sport, mas prega respeito ao time da PonteCom a vitória, o Palmeiras pode até perder por um gol de diferença, na partida de volta, no próximo domingo, que conquistará seu primeiro título paulista desde a edição de 1996, quando a equipe alviverde foi campeã justamente com o técnico Vanderlei Luxemburgo.ELE SABIAO mistério das escalações durou até 30 minutos antes do jogo. Luxemburgo optou por escalar Wendel na vaga de Léo Lima, deixando Denílson no banco de reservas. De acordo com o treinador, a atitude era por causa da escalação da Ponte, que entrou em campo com três atacantes. "Eu já sabia qual seria o esquema deles. Vamos fechar o meio-campo", previu Luxemburgo.A decisão de Luxemburgo surtiu efeito e o Palmeiras dominou os primeiros 15 minutos, com boas jogadas pelas laterais. A Ponte, com o apoio de sua torcida, passou a explorar os espaços deixados por Elder Granja e parecia mais próxima de abrir o placar ao ter duas boas chances, sendo a melhor delas com Wanderley, que cabeceou na cara do gol, mas a bola quicou e passou por cima do travessão.Sem se desesperar, o Palmeiras continuou com seu ritmo cadenciado, esperando pela oportunidade certa para marcar seu gol, e tal chance aconteceu logo aos 19 minutos. Sem Denílson para cobrar os escanteios, Leandro foi o responsável pela cobrança precisa que terminou com o desvio de cabeça de Kleber para abrir o placar.O FORTE DO PALMEIRAS É...Ao contrário de outros jogos, o Palmeiras mostrou que não é apenas um time ofensivo. Com Valdívia apagado - preocupado em não levar o segundo cartão amarelo -, a equipe alviverde passou a confiar seu destino no jogo em sua defesa. Precisos, Henrique e Gustavo não deram espaços aos atacantes ponte-pretanos que, sem contar com a armação de Elias (machucado) e Renato (suspenso), tentavam jogadas individuais, sem sucesso. A torcida alvinegra, no entanto, tratou de apoiar o time, que chegou a pressionar o Palmeiras ao final da primeira etapa, mas sem chance real para igualar o marcador. Ponte Preta0Aranha; Raulen (Giuliano), João Paulo, Jean     e Vicente; Deda    , Bilica, Ricardo Conceição, Luís Ricardo; Wanderley (Marcelo Soares) e Danilo Neco (Leandro)Técnico: Sérgio Guedes Palmeiras1Marcos; Elder Granja, Gustavo    , Henrique e Leandro; Pierre, Wendel, Diego Souza e Valdívia (Denílson    ); Kleber     (Lenny) e Alex Mineiro (Makelele    )Técnico: Vanderlei LuxemburgoGols: Kleber, aos 19 minutos do primeiro tempo; Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira, SPRenda: R$ 663.643,00Público: 19.111 totalEstádio: Moisés Lucarelli, em CampinasCiente de que a vantagem era o suficiente, Luxemburgo não hesitou em reforçar a marcação da equipe, deixando-a preparada para os contra-ataques. Sinal disto foi a substituição de Valdívia por Denílson. "Nossa proposta era marcar muito bem e explorar os contra-ataques. O time está de parabéns pela dedicação tática", afirmou Diego Souza, que teve mais uma atuação discreta.TUDO OU NADASem opção, o técnico da Ponte Preta, Sérgio Guedes, viu-se obrigado a colocar sua equipe à frente. O meia Giuliano entrou no lugar do lateral Raulen, com a intenção de dar criatividade à Ponte Preta. "O Raulen foi treinado para ser o nosso homem de criação, mas não tivemos sucesso", comentou o treinador.Aos poucos, a Ponte melhorou sua marcação no meio-campo e começou a pressionar um Palmeiras recuado, mas perigoso em suas saídas ao ataque. Irritado, o goleiro Marcos passou a ser exigido, e não decepcionou. Em dois chutes fortes, de fora da área, o goleiro palmeirense defendeu e evitou a reação adversária. E, quando Marcos não aparecia, a falta de pontaria dos atacantes ponte-pretanos garantia o resultado. Exemplo disto foi a cabeçada de Luís Ricardo que, sozinho, cabeceou para fora."Ainda não vencemos nada. O time da Ponte Preta é perigoso. É claro que essa coisa de 'já ganhou' é da mídia, mas estamos concentrados até o final da competição", avisa Luxemburgo. Apesar das palavras do treinador, a torcida palmeirense não contém sua euforia pelo resultado. É esperar para ver.

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