Palmeiras vence e se classifica: 3 a 2

O Palmeiras derrotou o Guarani hoje, por 3 a 2, em um jogo de muita movimentação, em que os times mostraram esquemas táticos diferentes e defesas similares no que se refere à incapacidade de darem alguma segurança aos seus goleiros. A diferença é que, enquanto César, goleiro do Guarani, também falhou, saindo com lentidão no primeiro gol, Marcos corrigiu algumas falhas dos companheiros. A defesa no final do jogo, em um chute de Dudu, garantiu os três pontos. E o Palmeiras obteve a classificação matemática para as semifinais do Torneio Rio-São Paulo, com 30 pontos. O Guarani entrou em campo para fazer com o Palmeiras o que o Palmeiras fez com o São Paulo na semana passada. Marcou forte, com muita disposição, impedindo a saída de bola e dominando o jogo desde o início. Martinez marcava Magrão e Sangaletti mostrava-se atento com Alex, deixando o Palmeiras perdido em campo. Mas, aos 13 minutos, Magrão acertou um belo lançamento, pela direita, nas costas de Aderaldo. Edu Dracena não cobriu e César demorou a deixar o gol. Muñoz tocou por cima do goleiro e fez o primeiro gol. O Palmeiras começou, a partir do gol, a acertar o passe e a dominar o jogo. Uma tabela entre Alex e Magrão terminou com o Magrão errando o chute. E, aos 26 minutos, Alex acertou a trave. Aos 31, ele acertou o gol, completando o cruzamento de Paulo Assunção. Em seguida, Alexandre errou feio e permitiu o gol de Dudu. O gol animou o Guarani que passou a ter algumas chances, com Léo e Jadílson. O final do primeiro tempo foi um alívio para o Palmeiras. O início do segundo tempo não foi. Logo aos cinco minutos, uma tabela entre Dudu e Marcinho terminou com o gol de Marcinho. O jogo ficou aberto, com os dois times buscando o gol da vitória. Ele veio para o Palmeiras, em uma bobeada dos três zagueiros do Guarani. Arce cobrou uma falta, levantando a bola na área. Muñoz ganhou de cabeça e Adriano aproveitou-se para marcar o terceiro gol. O Guarani tentou então mudar alguma coisa, trocando o zagueiro Gustavo - poderia ser qualquer outro - por Zé Afonso. Luxemburgo colocou Galeano para dar mais firmeza à defesa e o jogo manteve-se aceso até o fim. Desta vez, se o apito do juiz trouxe alívio novamente ao Palmeiras, trouxe também desgosto à torcida que gostava muito do que via em campo.

Agencia Estado,

30 Março 2002 | 18h22

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.