Petra Mafalda/MafaldaPress
Petra Mafalda/MafaldaPress

Palmeiras vence Figueirense e abre boa vantagem na ponta do Brasileiro

Nova vitória fora de casa deixa Alviverde quatro pontos isolado na ponta

Almir Leite, O Estado de S. Paulo

16 Outubro 2016 | 19h23

O Palmeiras deu mais um grande passo em direção ao título brasileiro. Venceu o Figueirense por 2 a1, neste domingo, em Florianópolis, e ainda foi beneficiado pelas derrotas dos principais perseguidores. O Flamengo caiu diante do Internacional por 2 a 1 e o Atlético-MG perdeu do Botafogo por 3 a 2. 

Com isso, a sete rodada do fim da competição, o Palmeiras soma 64 pontos, quatro a mais que o Flamengo e oito acima do Atlético-MG, que praticamente deu adeus ao sonho de título. O primeiro tempo foi marcado por pouco futebol e muitas faltas. O Palmeiras não conseguiu sair da forte marcação do Figueirense e praticamente não teve criação de jogadas. Como o meio de campo não funcionava, Gabriel Jesus ficou isolado, até porque Roger Guedes e Dudu eram muito bem marcados, o que impedia as tabelas. 

O time catarinense, correndo sério risco de rebaixamento, espera apenas espaço para contra-atacar. Como o Palmeiras não dava esse espaço, o Figueirense não assustava. O time paulista, apesar de também não ameaçar, de certa forma tinha o domínio da partida.

Com isso, os goleiros tiveram pouco trabalho. O palmeirense Jailson ainda teve de fazer uma grande defesa após cobrança de falta de Ayrton, pois a bola desviou em Mina e quase o enganou. Ele ainda conseguiu espalmar e evitar o gol.

O Palmeiras teve, a rigor, uma chance, após um cruzamento da direita em que Gabriel Jesus, livre diante do gol, pegou mal na bola e permitiu a Ayrton afastar. Ainda reclamou de um pênalti, aos 19 minutos e bem antes de aparecerem as pálidas oportunidades de gol, numa disputa de bola entre Jackson Caucaia e Dudu.

Cuca pediu aos jogadores que se movimentassem e invertessem posições na frente, na tabela. Isso ocorreu, mas o Palmeiras também voltou mais aceso para o segundo tempo. Em seis minutos, criou três boas chances de gol, uma delas num belo toque de calcanhar de Moisés, em que ele tirou a bola de Gatito Fernandez, mas errou por pouco o gol.

Aos sete minutos depois, ocorreu o lance polêmico que deu origem ao gol do Palmeiras. Numa disputa de bola entre Bruno Alves e Gabriel Jesus na área, o braço do zagueiro, na movimentação, tocou no rosto do palmeirense, que caiu. O juiz Igor Benevenutto marcou pênalti.

Foram cinco minutos de reclamações, discussões, catimba. Aos 12, Jean cobrou no meio do gol e fez 1 a 0.

A partida ficou tensa, com jogadas ríspidas. Aos 25 minutos, Benevenutto paralisou o jogo, alegando falta de luz natural, e pediu que os refletores fossem acesos.

A paralisação não esfriou os ânimos. Até porque, pouco depois do reinício, Egídio derrubou Rafael Silva na área e o juiz não deu o pênalti. Nervoso, o Figueirense tentava pressionar, mas não conseguia chegar ao gol de Jailson e, claro, dava espaços para o contra-ataque palmeirense. Em um deles, Gabriel Jesus fez ótima jogada na tentativa de penetração. Bruno Santos ainda cortou, mas a bola sobrou para Jean emendar: 2 a 0, aos 32 minutos.

Parecia que a vitória do Palmeiras estava garantida, mas ainda viria um susto: dois minutos depois, em uma cobrança de escanteio, Jailson falhou ao não alcançar a bola e Rafael Silva diminuiu. Mas o Figueirense é time fraco e não teve força para reagir. O Palmeiras, ao contrário, soube tocar a bola, fazer o tempo passar e ainda teve chance de marcar o terceiro, numa falta cobrada por Jean, o herói em Santa Catarina.  O objetivo principal, que era o que interessava, foi alcançado. Gabriel Jesus recebeu o terceiro cartão amarelo ontem e joga contra o Sport, domingo, no Allianz Parque.

FICHA TÉCNICA:

FIGUEIRENSE 1 x 2 PALMEIRAS

FIGUEIRENSE (4-4-2): Gatito Fernández; Ayrton, Bruno Alves, Werley e Marquinhos Pedroso; Josa, Ferrugem, Jackson Caucaia (Lins) e Dodô (Bady); Rafael Moura e Everton Santos (Rafael Silva). Técnico: Marquinhos Santos.

PALMEIRAS (4-3-3): Jailson; Fabiano, Mina, Vitor Hugo e Egídio; Jean, Tchê Tchê (Fabrício)  e Moisés; Roger Guedes (Allione), Gabriel Jesus e Dudu (Thiago Santos).

Técnico: Cuca. 

GOLS: Jean (pênalti), aos 12, e aos 32, e Rafael Silva, aos 34 minutos do segundo tempo.

JUIZ: Igor Benvenutto (MG).

CARTÕES AMARELOS: Jackson Caucaia, Dudu, Gabriel Jesus, Rafael Moura e Vitor Hugo. 

PÚBLICO: 16.467 pagantes.

RENDA:. R$ 399.115,00.

LOCAL: Estádio Orlando Scarpelli

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.