Palmeiras vence Juventude em Caxias

Faltaram craques no Estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul. Faltou futebol de melhor qualidade. Para o Palmeiras, porém, o que interessou, mesmo, foi a vitória sobre o Juventude por 2 a 0, hoje, pela 36.ª rodada do Campeonato Brasileiro. Além de ter colocado fim à seqüência ruim de resultados nas últimas rodadas - derrota para o São Paulo por 2 a 1 e empate por 1 a 1 com o Paraná -, o resultado levou o time à 6.ª posição, com 59 pontos, e o deixou mais perto do grupo dos quatro que se classificam para a Libertadores de 2004. Os torcedores do Juventude, como não poderia deixar de ser, deixaram o campo lamentando. Viram sua equipe pressionar bastante, mas ser ineficiente nas finalizações. Os palmeirenses pouco atacaram, porém souberam aproveitar as oportunidades que tiveram. Os paulistas só voltarão a atuar no sábado, quando recebem o líder Atlético-PR no Parque Antártica. E terão uma semana bem mais tranqüila que a última, agitada por causa das fracas atuações do time recentemente e das críticas de parte da torcida a Estevam Soares, considerado retranqueiro. Em Caxias, o Palmeiras esteve longe de apresentar futebol ofensivo, embora a recomendação do treinador fosse a de encurralar o adversário na defesa desde o início do confronto. Não foi o que ocorreu. O único lance de perigo no primeiro tempo surgiu em cabeçada de Pedrinho, que assustou o goleiro Marcelo Pitol. No restante dos 45 minutos, só o Juventude buscou o gol. Com três zagueiros, Gabriel, Daniel e Nen, os visitantes conseguiram parar o ataque da casa. Sérgio e os defensores mostraram segurança e os gaúchos também contribuíram para o 0 a 0 no placar com arremantes errados. Estevam correu para o vestiário, no intervalo, irritado. "O Palmeiras não jogou bem", limitou-se a dizer. e Ivo Wortmann, do Juventude, deixou o banco satisfeito. "Tivemos volume de jogo, o resultado poderia ter sido diferente." Pouca coisa mudou no começo da segunda etapa. A equipe de Caxias seguiu atuando de forma mais ofensiva, mas sem grande objetividade. Os paulistas, na primeira boa jogada, calaram os torcedores ao fazer 1 a 0. O zagueiro Nen, de forma surpreendente, driblou um defensor e chutou com categoria. Poucos atacantes fariam tão bem. O Juventude perdeu-se completamente e não conseguiu mais assustar. O Palmeiras, mesmo sem se arriscar tanto, conseguiu ampliar a vantagem com Pedrinho, que, sozinho, apenas empurrou a bola na saída de Marcelo Pitol. Estevam, no fim, correu para o vestiário aliviado, diferentemente do que ocorrera no intervalo. Afirmar, contudo, que a vitória foi brilhante e pode dar esperanças para o futuro é exagero. De qualquer maneira, num campeonato tão nivelado como o Brasileiro de 2004, é bem possível sonhar com pelo menos uma vaga na Libertadores.

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