César Greco/AE
César Greco/AE

Palmeiras vence o Comercial-PI, mas não elimina o 2° jogo na Copa do Brasil

O gol da equipe do Piauí no final da partida frustrou os planos palmeirenses, que venciam por 2 a 0

Wagner Bordin , estadão.com.br

23 de fevereiro de 2011 | 23h49

SÃO PAULO - O Palmeiras tinha tudo para eliminar o jogo da volta contra o Comercial-PI. Jogou tranquilo, sem sofrer sustos e ainda com Kléber, Cicinho e Valdívia  bem em campo. Mas, a equipe se descuidou, levou um gol já na parte final da partida e, com a vitória por 2 a 1, joga por um empate para garantir uma vaga na próxima fase da Copa do Brasil.

O resultado obriga a realização de mais uma partida para definir qual equipe passará à próxima fase da competição. O Palmeiras jogará por um empate, e uma derrota simples, enquanto o Comercial-PI terá de uma tarefa mais árdua, vencer por 2 ou mais gols de diferença para permanecer na competição. 

A equipe não sentiu as ausências de Marcos Assunção, Luan e Thiago Heleno, que não viajaram para Teresina e foram poupados por Felipão, e, desde o início da partida, tomou conta das ações e criou as melhores situações de gol, principalmente com Kléber e Valdívia.

O primeiro grande susto aplicado foi aos 12 minutos, com Maurício Ramos. Após cobrança de escanteio, Kléber tocou para o zagueiro, mas quatro defensores do Comercial apareceram na frente do defensor para salvar o gol de Neto. Pouco tempo depois, em um mais uma bola parada, Kléber de cabeça acertou a trave da equipe do Piauí.

No entanto, não tardou muito para a equipe paulista abrir o marcador. Após bela jogada pela direita, Adriano apareceu sozinho na entrada da pequena área para, com tranquilidade, escolher o canto e, de cabeça marcar.

Ainda antes do final da primeira etapa, o time teve a oportunidade de marcar o segundo e praticamente garantir a vitória e a classificação direta. Mas, o goleiro Neto apareceu e impediu a festa dos palmeirenses antes do intervalo.

Logo no início da segunda etapa Kléber, um dos melhores da equipe, ampliou o marcador e impulsionou ainda mais a equipe em campo. O atacante recebeu de Cicinho, protegeu e bateu firme sem chances para o goleiro Neto. Gol que garantiria o Palmeiras na próxima fase da competição sem a necessidade do segundo jogo.

Após a ampliação do marcador, a equipe de Felipão teve inúmeras chances para marcar mais e definir a classificação. Mas, parou nas mãos do goleiro Neto, na falta de pontaria de seus jogadores, e na acomodação em campo. Adriano teve chance de marcar, mas o árbitro assinalou impedimento e brecou uma jogada legal da equipe paulista.

Sentindo que poderia arrancar um gol e forçar e se manter vivo na competição, o treinador do Comercial, Aníbal Lemos, mexeu na equipe e conseguiu o inesperado, ao menos para os palmeirenses: um gol. Já nos 30 minutos, em jogada de bola parada, Rafael diminuiu após cruzamento de Barata. O jogador subiu mais do que a zaga palmeirense e cabeceou no ângulo do goleiro Bruno, que não conseguiu alcançar a bola.

 

O gol acordou os jogadores palmeirenses e o treinador Luis Felipe Scolari, que realizou algumas modificações para tentar o terceiro gol e matar a segunda partida. Mas, o nervosismo atuou contra o Palmeiras e a equipe não conseguiu ampliar o marcador.

Comercial - 1 - Neto, Barata, Alison, Rafael e Tiaguinho; Ivanzinho, Binha (Puxinha), Evandro e Isael (Bezerra); Zé Rodrigues (Chrislan) e Tony. Treinador: Aníbal Lemos

 

Palmeiras - 2 - Bruno, Cicinho (Tinga), Maurício Ramos, Danilo e Gabriel Silva; Márcio Araújo, João Vitor, Patrik e Valdivia (Chico); Adriano (Miguel) e Kleber. Treinador: Luis Felipe Scolari

 

Gols: Adriano, aos 30 do primeiro tempo. Kleber, a 1, e Rafael, aos 30 do segundo tempo.

Cartões amarelos: Binha, Isael, Alison, Chrislan, Tiaguinho (COM); Maurício Ramos, Valdivia (PAL)

Estádio: Albertão, em Teresina (PI). Árbitro: José de Caldas Souza (DF). Auxiliares: Thiago Gomes Brígido e Arnaldo Rodrigues de Souza (ambos do CE). Público: 13.482 pagantes. Renda: R$ 250.196,00.

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