Robson Fernandjes/AE
Robson Fernandjes/AE

Palmeiras vence o Goiás e entra na briga pela Libertadores

Apesar do sufoco no final, time de Felipão ganha por 3 a 2 e segue quatro pontos atrás do quarto colocado Botafogo

TERCIO DAVID - estadão.com.br

30 de outubro de 2010 | 20h31

SÃO PAULO - O Palmeiras entrou de vez na briga pela Libertadores, também no Brasileirão. O time do técnico Luiz Felipe Scolari tomou um susto no final, mas venceu o Goiás, por 3 a 2, neste sábado, na Arena Barueri, pela 32.ª rodada, e encostou nos líderes do campeonato.

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Embora não tenha se mexido muito na tabela - continua em 10.º, o Palmeiras chegou a 47 pontos, quatro a menos que o quarto colocado Botafogo. Vale lembrar que o time conquistará a vaga para a Libertadores caso seja campeão da Copa Sul-Americana ou termine o Brasileirão entre os melhores - pode ser até sexto, desde que Santos e Inter estejam à sua frente e que o campeão da Sul-Americana não seja uma equipe brasileira.

Já o Goiás, segue o seu martírio para tentar escapar da zona do rebaixamento. O time ocupa a penúltima colocação com 31 pontos, quatro atrás do Guarani, o primeiro eventualmente salvo.

Na próxima rodada, o Palmeiras visita o Atlético-PR, na Arena da Baixada, em Curitiba, na quinta-feira, às 21 horas. Na véspera, às 19h30, o Goiás recebe o Grêmio, no Serra Dourada, em Goiânia.

Todo verde. O Palmeiras estreou contra o Goiás o seu novo terceiro uniforme, com listas horizontais em verde claro e verde escuro, acompanhado de calção e meiões também verdes, no mesmo tom do gramado.

Música rolando. O time do Goiás demorou tanto para entrar em campo na Arena Barueri que o hino Nacional começou a ser executado antes com o trio de arbitragem e os jogadores do Palmeiras perfilados. Aos poucos, os jogadores esmeraldinos foram aparecendo. O jogo acabou começando com cinco minutos de atraso.

Diferente. O Palmeiras começou jogando fora de sua característica e partiu para o ataque, ao invés de esperar pelos erros do adversário e partir no contra-ataque. Mesmo quando não tinham a posse da bola, os palmeirenses marcaram os jogadores do Goiás quase que no campo de ataque, forçando o erro no passe.

Jogando bem, o Palmeiras nem demorou para abrir o placar. Aos 21, Tinga recebeu na esquerda, invadiu a área, se livrou do marcador e bateu forte. A bola desviou em Toloi e tirou o goleiro Harlei da jogada.

Também ao contrário do que costumava fazer, o Palmeiras seguiu pressionando o Goiás no campo de defesa da equipe goiana, mesmo após o gol. Deola passou quase todo o primeiro tempo apenas repondo a bola em jogo. O Goiás chutou apena uma vez com perigo, aos 39, com Amaral. Mas o goleiro pegou firme.

A proximidade com a meta adversária acabou resultado em várias chances de gol para o Palmeiras no primeiro tempo. Lincoln, por exemplo, perdeu duas boas oportunidades de ampliar, uma numa cobrança de falta - que Harlei se esticou todo para defender - e outra ao ser desarmado um instante antes de conseguir chutar da altura da marca do pênalti, cara a cara com o goleiro.

Acordou. O intervalo fez bem ao Goiás, que voltou mais ligado. Em três minutos, o time já havia dado mais trabalho a Deola do que em toda a primeira etapa.

O novo ímpeto do Goiás complicou a vida do Palmeiras no segundo tempo, que teve de suar a camisa para segurar o resultado.

Apesar do sufoco, o Palmeiras conseguiu aos poucos reencontrar o domínio do jogo, voltando a velha tática do contra-ataque no segundo tempo. Mais consistente, o time chegou ao segundo gol aos 35. Lincoln ajeitou na direita para Márcio Araújo, que fez o giro na área e bateu de esquerda, cruzado, sem chance para Harlei.

No entanto, o Goiás não se entregou e o jogo ficou emocionante. Aos 38, após cruzamento da direita, Carlos Alberto desviou de cabeça, Deola defendeu dentro do gol e Jonas aproveita para conferir. O gol foi dado para Carlos Alberto.

Disposto a não passar mais sufoco, o Palmeiras foi atrás do terceiro. Aos 41 Luan levantou da esquerda e Dinei desviou de cabeça para jogar no ângulo de Harlei.

Mostrando muita raça, o Goiás foi atrás do segundo gol. Aos 44, Rafael Moura matou na área e chutou forte para Deola espalmar e Éverton Santos aproveitar no rebote.

Apesar do susto nos minutos finais, o Palmeiras voltou a recuperar a concentração e conseguiu evitar o empate do Goiás.

Desfalque. Kleber cometeu uma falta tola e desnecessária no segundo tempo, tomou o terceiro cartão amarelo e não enfrentará o Atlético-PR. Dinei deve ganhar a vaga. Em compensação, o volante Marcos Assunção, que cumpriu suspensão neste sábado, deverá estar de volta na quinta-feira.

Protesto. Os jornalistas que foram trabalhar na Arena Barueri neste sábado usaram nariz de palhaço em protesto ao técnico Luiz Felipe Scolari, que chamou alguns repórteres de "palhaços" em uma entrevista coletiva, em resposta às perguntas sobre Valdivia.

Antes da partida, Felipão se encontrou com o presidente da Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo (Aceesp) para agendar uma reunião com os setoristas do Palmeiras para conversar sobre o assunto.

Sensibilizado com o protesto, Felipão não apareceu na entrevista coletiva após a vitória palmerense. Apenas Dinei conversou com os repórteres.

  PALMEIRAS - 3 - Deola, Márcio Araújo, Danilo, Fabrício, Gabriel Silva, Edinho, Pierre, Tinga, Lincoln (Patrik), Luan e Kleber  (Dinei). Técnico: Luiz Felipe Scolari.

  GOIÁS - 2 - Harlei, Douglas (Carlos Alberto), Rafael Tolói , Ernando, Joílson  (Éverton Santos), Amaral , Wellington Monteiro, Bernardo (Jonas), Wellington Saci, Rafael Moura e Felipe. Técnico: Jorginho.

Gols - Tinga, aos 21 minutos do primeiro tempo, Márcio Araújo, aos 35, Carlos Alberto, aos 38, Dinei, aos 41, Éverton Santos, aos 44 minutos do segundo tempo; Árbitro - Djalma José Beltrami Teixeira/RJ; Renda - não disponível; Público - 5.808 pagantes; Local - Arena Barueri, em Barueri (SP).

Atualizado às 20h57

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