Glauco de Pierri/Estadão
Glauco de Pierri/Estadão

Palmeirense que entrou pelo setor Norte perdeu parte do jogo

Lentidão na revista provoca fila que ia e voltava até a Pompeia

Glauco de Pierri, O Estado de S. Paulo

07 Março 2015 | 18h39

Torcedores do Palmeiras que entraram no Allianz Parque neste sábado pelo setor norte tiveram de ter bastante paciência. E, pior, de se contentar com apenas parte da partida, já que às 18h23, sete minutos antes do início do jogo com o Bragantino, boa parte estava ainda na fila que tomava o calcadão da Avenida Francisco Matarazzo.

Em princípio, não houve tumulto, mas os torcedores estavam muito descontentes com a lentidão para ganhar o estádio. A fila ia e voltava até a esquina com a Avenida Pompeia, formando quase 1 quilômetro. Como a segurança foi reforçado, a demora na revista teria provocado a lentidão, diziam os torcedores, entre eles mulheres e crianças.

De acordo com os palmeirenses que estiveram no estádio em outras partidas, essa é a primeira vez desde a inauguração do campo que isso ocorre no setor Norte. Ninguém da administração do Palmeiras deu explicações. Representantes da WTorre, que administra o estádio, disseram 'estar tudo normal' e que se há lentidão 'é porque os torcedores resolveram entrar todos ao mesmo tempo, e muito em cima da hora do jogo.'

Funcionários terceirizados do Palmeiras que pediram para não serem identificados afirmaram para a reportagem do Estado que a Polícia Militar exigiu organizar as filas de entrada dos portões da Francisco Matarazzo. Com 15 minutos de jogo, a situação ficou perigosa para quem estava do lado de fora do estádio porque o trânsito de veículos foi liberado na via. Carros passavam no meio da rua, que estava lotada de torcedores. Três policiais militares procurados pela reportagem não quiseram responder sobre o fato é sugeriram procurar representantes do Palmeiras.

Na fila havia muita gente indignada. Fernando Santos, de 59 anos, veio com a mulher, Bruna, conhecer o Allianz Parque. Ele não é sócio-torcedor Avanti e comprou os bilhetes de um dos vários cambistas que circulavam sem nenhum problema é vendiam entradas na frente dos PMs. Depois de ficar das 17h45 às 18h55 na fila, ele decidiu ir embora para casa. "Eu odeio fila. Não fico em fila nem em hospital, mas fiquei aqui até o meu limite. Não sei de quem é a culpa, mas isso é um desrespeito grande."

No final do primeiro tempo muita gente ainda entrava no estádio. O Palmeiras já ganhava de 1 a 0, com gol de Rafael Marques.

DIA DA MULHER

Antes da partida contra o Bragantino, vídeos especiais foram mostrados nos telões da Arena, com mensagens e agradecimentos ao Dia Internacional da Mulher. Quem representou as mulheres do clube foi dona Yvone Mori Molino, de 83 anos, que torce para o Palmeiras desde os tempos em que o clube era chamado Palestra Itália, até 1942. Ela teve o privilégio de conhecer os vestiários do estádio e recebeu, no gramado, uma rosa das mãos de um dos maiores ídolos da história do time, Ademir da Guia. "É muita emoção estar aqui e ver tudo isso de perto. Eu sou fã do Divino. Já o vi tantas vezes na televisão. Quando apareceu, parecia um amigo de longa data."

Os telões do estádio mostraram outras mulheres presentes na partida, ao som de Maria Maria, de Elis Regina.

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