Rafael Arbex/Estadão
Rafael Arbex/Estadão

Palmeirenses evitam protestos e celebram permanência Série A

Apreensivos com a chance do rebaixamento, torcedores alviverdes apoiam o time o tempo todo e deixam o estádio aliviados

Ciro Campos e Daniel Batista, O Estado de S. Paulo

07 de dezembro de 2014 | 21h44

O orgulho de ser palmeirense derrotou a apreensão neste domingo na nova arena do clube. Enquanto o time em campo tropeçava na própria incompetência, a paciência e a compreensão da torcida foram os últimos recursos para os jogadores recorrerem e, também, atributos fundamentais para amenizarem possíveis protestos, como temiam os organizadores da partida.

O medo de uma reação negativa no local foi tamanho que a maioria dos jogadores do Palmeiras correu para o vestiário tão logo o apito final foi dado. A torcida, por sua vez, teve um comportamento exemplar, não esboçou qualquer ato hostil e se manteve atenta pelo rádio e pelo celular aos lances da partida entre Vitória e Santos. Ouviram em êxtase o gol de Thiago Ribeiro, que causou lágrimas em campo e nas arquibancadas.

Já aliviados, os torcedores tiveram reações diversas. Alguns gritavam de alegria pela permanência na Série A, enquanto outros chamavam o time de “sem vergonha” e criticavam o presidente Paulo Nobre. Poucos jogadores presenciaram a reação, mas os que estavam no gramado, como Fernando Prass e Valdivia, choravam bastante.

O estádio demorou alguns minutos para começar a se esvaziar, ritual feito em silêncio e de forma tranquila. A essa altura, todos os setores da arena já estavam supervisionados por centenas de fiscais, atentos a qualquer possibilidade de vandalismo. Mas nada aconteceu, exceto por um sinalizador aceso atrás de um dos gols.

Neste domingo, o Palmeiras foi mais forte na arquibancada do que em campo. Sem a presença de atleticanos, a vibração da torcida sufocou as poucas vaias, quase sempre direcionadas para a fraca atuação de Lúcio e também para Wesley, hostilizado desde o anúncio do seu nome na escalação.

A torcida se fez presente desde o começo da tarde. Antes de os portões abrirem, às 15 horas, as ruas do entorno estavam tomadas por pessoas de roupas verdes, em um clima de confiança e euforia diferentes do previsto para um jogo que valia a fuga do rebaixamento. 

As músicas e gritos da torcida acentuaram o ambiente de decisão e amenizaram o pavor que existiu durante a semana. O receio levou o Ministério Público a recomendar a realização do jogo em outro estádio por temer que o Allianz Parque, por não ter alambrado, possibilitaria a invasão do gramado.

A precaução chegou também ao próprio Palmeiras. O time foi para o estádio em um ônibus cinza, da mesma cor que o da delegação adversária. Os dois veículos entraram na arena com poucos minutos de diferença, e quem esperava o ônibus pintado em verde para organizar uma recepção mais calorosa, acabou frustrado.

Ajustes
Nos arredores do estádio a organização evoluiu em comparação ao jogo com o Sport. O bloqueio de trânsito na rua Turiaçu facilitou a chegada do público. Mas ainda falta a sinalização indicativa sobre os portões do estádio. 

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