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Palmeirenses hostilizam Luxemburgo

Não poderia ser pior o reencontro entre Vanderlei Luxemburgo e a torcida do Palmeiras nesta quarta-feira à noite no Palestra Itália. O atual treinador do Cruzeiro, que abandonou o clube paulista após a primeira partida do Campeonato Brasileiro do ano passado, em agosto, foi hostilizado desde o momento em que desceu do ônibus. As ofensas prosseguiram quando o Cruzeiro entrou em campo, e nem suas filhas foram poupadas pelo público. ?1,2,3 Luxemburgo no xadrez" foi um dos gritos de guerra entoados pelos torcedores antes de a partida começar. Cercado por dezenas de fotógrafos e repórteres, e escoltado por cinco policiais militares, Luxemburgo reafirmou que o maior culpado pela queda do Palmeiras para a segunda divisão em 2002 foi o presidente Mustafá Contursi. ?Como podem me responsabilizar pelo rebaixamento se deixei o clube após a primeira rodada. Claro que o responsável principal foi o presidente, que não atendeu às minhas reivindicações. Foi por isso que resolvi sair. Garanto que, pela minha competência, o clube não teria caído. Sei do que sou capaz. Alguns treinadores assumiram clubes faltando oito rodadas para o encerramento do Brasileiro e conseguiram mantê-los na Primeira Divisão?, afirmou. ?Nesta quarta, infelizmente, não tive a recepção que gostaria. Mas o momento é propício para que eu diga as verdades." Em seguida, Luxemburgo acusou parte da imprensa pela hostilidade dos torcedores. ?Alguns jornalistas são hipócritas e direcionam a raiva e a ira da torcida contra mim. Sou uma pessoa pública mas, antes de tudo, um ser humano. Qualquer profissional pode escolher o local em que deseja trabalhar. E nem por isso merece ser chamado de mercenário, picareta ou mau-caráter. Sempre trabalhei com honestidade. Vocês, jornalistas, trocam de emprego e nem por isso são ofendidos.? O treinador disse temer que manifestações como a desta quarta-feira possam ameaçar sua integridade física. ?As pessoas me conhecem, mas eu não conheço ninguém. Um dia posso ser atingido no estádio por algum objeto ou mesmo ser agredido por algum torcedor. Essa situação já aconteceu comigo na Vila Belmiro quando fui enfrentar o Santos como treinador do Corinthians e jogaram moedas na minha cabeça. Mesmo na rua alguém pode vir em minha direção para me pegar."

Agencia Estado,

14 de agosto de 2003 | 00h18

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