Palmeirenses presos com armas e bombas

Os palmeirenses Wagner Câmara de Oliveira, 23 anos, e Alex Souza Mendes, de 18, da torcida Mancha Verde, saíram de casa neste domingo, no Jardim Ângela, Zona Sul, dispostos a matar rivais corintianos. Ambos estavam a caminho do estádio do Morumbi, onde iriam assistir ao clássico Corinthians e Palmeiras, quando foram presos com 10 bombas caseiras e três revólveres calibre 38. O bancário Oliveira e o auxiliar de embalagens Mendes foram presos pelos soldados E. Costa e Ribeiro, da 1ª Companhia do 22º Batalhão, às 15 horas, na Rua Padre José Maia, 100, perto do terminal rodoviário Santo Amaro. Segundo os PMs, os dois palmeirenses tinham acabado de descer de um ônibus fretado pela Mancha Verde. O ônibus da torcida do Palmeiras estava seguindo outro coletivo, de linha municipal da Zona Sul, lotado de corintianos. No desembarque no terminal rodoviário Santo Amaro houve início de confronto entre integrantes das duas torcidas. A Polícia Militar chegou rápido e evitou uma tragédia. Palmeirenses e corintianos se dispersaram com a chegada dos PMs. Oliveira e o amigo Mendes correram para a Rua Padre José Maia. Eles usavam camiseta da Mancha e isso chamou a atenção dos policiais. As bombas caseiras e os revólveres carregados de bala estavam em uma mochila. Mendes tem nas costas uma tatuagem com a inscrição Mancha Verde e o símbolo da torcida. Ele e o amigo foram autuados em flagrante por porte de arma e explosivos pela delegada Joana D?Arc de Oliveira e escrivão Frederico Alecanstro, do 11º DP (Santo Amaro). Granadas - As bombas caseiras apreendidas são feitas com bolas de bilhar. Elas foram furadas e recheados com pólvora. Os artefatos foram protegidos por sacos plásticos bem amarrados. Se fossem lançados, explodiriam como granadas. Segundo a PM, as bombas têm poder de destruição em um raio de até 20 m. Enquanto isso, no Morumbi, o promotor Fernando Capez comemorava o ?Jogo da Paz?. Durante a semana houve reuniões com representantes das torcidas organizadas de Corinthians e Palmeiras no 2º Batalhão de Choque, para tentar garantir a tranqüilidade no clássico. "Foi criado um clima muito favorável. Por isso não tivemos problemas. Foi uma enorme festa. Não houve nenhuma ocorrência grave", dizia Capez, que ficou famoso pela perseguição às torcidas organizadas de futebol. "Não registramos nenhum grande problema. Foi um clima de muita festa", comemorava o major Fernando da Silva, responsável pela segurança dos estádios de futebol em São Paulo.

Agencia Estado,

29 Agosto 2004 | 21h40

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