Palmeirenses reclamam de erros do time e do árbitro no jogo contra o Corinthians

SÃO PAULO - Os jogadores do Palmeiras não negam que a equipe voltou a errar demais na derrota para o Corinthians, por 2 a 0, neste domingo, no clássico paulista do Pacaembu. Mas culparam também a arbitragem por mais este revés, que deixa a equipe ainda mais distante de fugir da zona de rebaixamento para a Série B do Campeonato Brasileiro.

O Estado de S. Paulo

16 de setembro de 2012 | 20h49

Mais experientes do grupo, Valdivia e Marcos Assunção não fugiram de responsabilidade e falaram depois do jogo. Ambos apontaram que a situação está difícil e o time precisa reagir logo se não quiser jogar a segunda divisão mais uma vez em 2014.

“São oito pontos (para sair da zona de rebaixamento). Pode ter empatado, perdido. A realidade é que são oito pontos e estamos na zona. Tem que trabalhar. Não sei mais o que falar. A gente tem tentado, mas não está dando certo”, disse o pessimista Valdivia - a distância, se o Flamengo perder do Grêmio, é, na realidade, de sete pontos.

Marcos Assunção, que voltou de contusão antes do tempo e jogou o clássico no sacrifício, também pediu reação do elenco e cobrou o time pelos erros de saída de bola que proporcionaram os dois gols. “Essas coisas não podem acontecer, porque se a fase não está boa para fazermos o gol, não podemos ter o azar de perder a bola. Então temos que tomar cuidado. Quando estamos em situação de perigo tem que tirar a bola para frente”, disse, apontando as falhas de João Vitor e Juninho.

Tanto Marcos Assunção quanto Valdivia, porém, não esqueceram do árbitro Marcelo Aparecido de Souza. “Tem sempre um jogador expulso. Nem sei o que o bandeira ou o quinto árbitro deu (no lance do gol anulado). Contra nós é falta, é vermelho, é impedimento, é tudo”, reclamou, se referindo diretamente ao gol anulado, já quase no fim. No lance, Obina fez falta, o bandeirinha apontou, Valdivia recebeu e fez. Só depois é que o árbitro viu a marcação do auxiliar.

Já o volante reclamou da expulsão de Luan, ainda no primeiro tempo. “(A expulsão) fez com que nós ficássemos nervosos, mas o lance não foi para expulsão. Foi um lance normal. Ele (Luan) já tinha um cartão amarelo pelo fato do Romarinho ter ido comemorar diante da nossa torcida. A expulsão nos prejudicou bastante e foi aonde ficamos com um homem a menos e perdendo o jogo. Era muito difícil”, comentou Marcos Assunção. Na verdade, Luan tinha um amarelo por simular falta. No lance em que partiu para cima de Romarinho, passou impune.

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