Palmeirenses são banidos dos estádios por três anos

Palmeirenses são banidos dos estádios por três anos

Cinco torcedores foram punidos pelo Jecrim após entrarem em conflito com a Polícia Militar antes do clássico com o Corinthians

O Estado de S.Paulo

09 de fevereiro de 2015 | 21h02

Por causa da briga do lado de fora do Allianz Parque, ocorrida domingo, antes do clássico entre Palmeiras e Corinthians, pela 3ª rodada do Campeonato Paulista, cinco palmeirenses foram punidos pelo Jecrim (Juizado Especial Criminal) e estão impedidos de assistir a jogos da equipe por três anos.

Os brigões detidos no domingo terão de se apresentar à Polícia Militar nos dias de jogos do Palmeiras ou fazer serviços comunitários no horário das partidas. A pena aplicada pelo Jecrim tem efeito imediato. “O juiz foi bastante rigoroso. Três anos longe dos estádios é a pena máxima prevista no Estatuto do Torcedor”, disse o diretor de Prevenção e Segurança da Federação Paulista de Futebol, coronel Marcos Marinho.


Do lado de fora do estádio, antes do jogo, palmeirenses entraram em conflito com policiais militares nas ruas Turiaçu e Diana. A PM teve de usar bombas de efeito moral para dispersar os torcedores, que tentaram invadir uma área destinada apenas aos corintianos. Nas arquibancadas, corintianos brigaram entre si.

Na semana passada,  o Ministério Público fez à Federação Paulista de Futebol a recomendação de que o clássico entre Palmeiras e Corinthians, no novo estádio do Alviverde, tivesse apenas palmeirenses nas arquibancadas. O Corinthians ameaçou não entrar em campo e foi à Justiça para garantir que os seus torcedores pudessem ir ao jogo. Agora, o MP vai instaurar inquérito para apurar a responsabilidade dos clubes e da federação nos confrontos ocorridos no domingo.

A confusão entre polícia e a torcida palmeirense pode, inclusive, provocar alterações no acesso ao estádio. A PM pretende se reunir com representantes do clube e da construtora WTorre para tentar encontrar uma forma de proteger os torcedores que não são ligados as uniformizadas e acabam sendo obrigados a passar pela rua Turiaçu, onde se concentram a maioria das facções.

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