Palmeirenses torcem contra chuva, por causa do gramado

Comissão técnica teme que drenagem do Palestra Itália falhe no clássico deste domingo contra o São Paulo

Robson Morelli, Jornal da Tarde

14 de abril de 2008 | 19h30

Dirigentes e a comissão técnica do Palmeiras passarão a semana de queixo empinado, olhando para o céu à procura de nuvens negras. Temem por chuva. E a semana não começou nada animadora nesse sentido, já que caiu água nesta segunda-feira durante boa parte do dia, na região do Palestra Itália. Veja também: Muricy Ramalho avisa: não dá para administrar a vantagem Luxemburgo: 'Agora o favoritismo é deles'  Vote: o gol de mão de Adriano foi intencional?   Vote: quem disputará a final do Paulistão?   Serviço: para quem vai ao clássico no Palestra Bandeirinha Maria Elisa reconhece erro no clássico O temor é que o gramado do estádio, castigado por uma reforma a toque de caixa e por dois shows seguidos - o último no dia 5 -, não esteja em boas condições para a partida contra o São Paulo, no domingo. Iron Maiden, Rod Stewart e o "Príncipe da Trevas" Ozzy Osbourne sacudiram o estádio nos últimos meses, com mais de 20 mil fãs por noite pulando sobre a grama - ainda que protegida por placas de madeira. Com os saltos do público, grama, areia e terra do campo são pressionados para baixo, diminuindo o espaço para o escoamento da água da chuva. Daí a preocupação. No jogo contra o Ponte Preta, o último antes dos shows (vitória por 2 a 1, de virada), o Palestra mostrou sua fragilidade. "O time estreou o gramado novo apenas quatro dias depois de finalizado. Não houve tempo suficiente para que a areia jogada se firmasse no solo e se misturasse com terra e grama. Choveu e o campo não agüentou", explica Roberto Gomide, presidente da World Sports, empresa responsável pela reforma do gramado do Palestra. Se chover todos esses dias até a hora da partida domingo, não haverá tempo hábil para drenar o campo. O Palestra poderá ficar encharcado e aí prejudicar o time que mais precisa tocar a bola para buscar a vitória - justamente o Palmeiras, que perdeu o jogo de ida por 2 a 1, no Morumbi. A previsão dos profissionais do tempo é de chuva a maior parte da semana. Sábado e domingo serão os dias mais críticos para os palmeirenses. Se chover em um desses dias, a chance de futebol bem jogado é quase nula. Isso vai ‘ajudar’ o São Paulo, que já entra classificado com o empate por 0 a 0. "Se chover vai ficar ruim", admite Gomide. "Mas estamos otimistas com a possibilidade de entregar ao Palmeiras um gramado em ótimas condições. Hoje, sem chuva, eu diria que o campo terá 70% de boas condições de jogo." TODOS ENVOLVIDOSAté a comissão técnica comandada por Vanderlei Luxemburgo anda olhando para o céu. Todos têm acompanhado esse drama com atenção desde que a Federação Paulista de Futebol decidiu pelo segundo duelo da semifinal no Palestra Itália. "Estamos há dias trabalhando nesse gramado, mas ainda há o problema do solo compactado pelos 20 mil fãs do Ozzy", explica Gomide. "Não há o que fazer. Não deu tempo para toda a água da chuva dos últimos dias descer e se chover mais, ficará pior." O vice-presidente Paulo Nobre é quem apressa os funcionários da World Sports. Vai todos os dias ao gramado ver como estão as coisas. Sabe que o solo do Palestra é argiloso e que o chão está saturado. A reforma tinha como meta preparar o estádio para o Campeonato Brasileiro, de acordo com Gomide. Está no prazo. Mas domingo é dia de decisão.

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