Panamá avisa: "Viemos para ganhar"

Até a inexpressiva seleção do Panamá, adversária desta quinta-feira do time dirigido por Luiz Felipe Scolari, demonstrou que o respeito pelo futebol brasileiro está mesmo chegando ao fim. "Viemos aqui para ganhar e não para passear", avisou o capitão da equipe, Anthony Torres. Seu companheiro de zaga, Tito Guardia, foi mais direto, e bastante irônico, ao falar da partida. "Sem Romário, o Brasil é igual a todos. Sem Romário e Rivaldo, o Brasil pode perder para qualquer um", declarou, em frente ao hotel de Curitiba em que está hospedada a irreverente delegação panamenha.Guardia lembrou que sua equipe ganhou recentemente de Honduras, pelas Eliminatórias da América Central para o Mundial de 2002. Logo, fez uma analogia. "Se a seleção de Honduras venceu o Brasil (2 a 0, na Copa América), por que não podemos derrotá-los também?" A constatação contou com a aprovação de Torres. "Hoje, o futebol está nivelado, acabou essa história de favoritismo."As declarações dos dois zagueiros não significava uma manifestação isolada. O meia Paschal, ao saber da ausência de Rivaldo no amistoso, também fez um comentário em tom de deboche, embora com alguma dose de realidade. "O futebol brasileiro encantou o mundo anos atrás. Hoje é igual a todos."Os panamenhos conheceram nesta quarta-feira o centro de Curitiba, onde compraram lembranças do Brasil. Os jogadores de futebol mais bem pagos no país recebem no máximo US$ 600 por mês. O técnico da seleção do Panamá, o romeno Mihai Stoichita, é uma exceção aos padrões locais - ganha US$ 200 mil por ano.Mas, o técnico romeno pode ser demitido a qualquer momento. Os dirigentes de futebol do Panamá não aceitaram ainda a eliminação da equipe da Copa Ouro, em julho, em derrota para Cuba.

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