Panamá sonha em vencer o Brasil

O raciocínio dos panamenhos é o seguinte: nas duas últimas vezes em que se encontraram, a seleção do Panamá venceu a de Honduras (1 a 0, pelas eliminatórias, e 2 a 1, pela Copa das Nações). O Brasil, por sua vez, perdeu para Honduras por 2 a 1, na Copa América. "Se Honduras ganhou do Brasil, o Panamá também não pode sonhar em vencer?", pergunta o secretário-geral da Federação Panamenha de Futebol, Ramón Cardosi.É com este espírito que os panamenhos vêm para o amistoso do próximo dia 9, em Curitiba. Raciocínios à parte, eles reconhecem o abismo que separa as duas seleções e dizem já se sentir vitoriosos só pelo fato de terem sido convidados pela CBF.O país, de 3 milhões de habitantes, já não tem chances de classificação para a Copa do Mundo do Japão e da Coréia. O time foi eliminado na primeira fase da disputa da Zona Centro-Americana e do Caribe após um empate e cinco derrotas em seis jogos. Foi goleado pelo México e por Trinidad & Tobago e é o 112º colocado no ranking da Fifa (o Brasil é 2º, atrás da França).O técnico da seleção panamenha é o romeno Mihai Stoichita, de 47 anos. Stoichita dirige o time há seis meses. Seu auxiliar é Marius Lacatus, de 37 anos, ex-jogador romeno que disputou as copas da Itália (1990) e da França (1998). A grande estrela da equipe é Julio Cesar Dely Valdez, atacante que já rodou por várias equipes da Europa. Atualmente joga no Malaga, da Espanha.Stoichita tem um discurso cauteloso quando fala da seleção brasileira. "As equipes pequenas vêm demonstrando evolução, mas só um louco pode comparar Panamá e Brasil", afirma. "Considero o Brasil possivelmente o melhor do mundo. Circunstancialmente, não passa por um bom momento. Isso acontece com qualquer grande seleção."Segundo o romeno, o objetivo é fazer um jogo de bom nível para auxiliar a preparação brasileira visando à partida contra o Paraguai, dia 15 de agosto, pelas eliminatórias.

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