Daniel Augusto Jr./Ag. Corinthians
Daniel Augusto Jr./Ag. Corinthians

Mesmo diante da epidemia do coronavírus, campeonatos estaduais resistem

Alguns Estados mantêm seus campeonatos em andamento sem a presença de torcida nos estádios

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

17 de março de 2020 | 10h57

Em quase todos os lugares onde o coronavírus proliferou, torneios esportivos foram suspensos ou adiados como forma de prevenção para evitar um aumento do contágio da doença. No Brasil, os 27 campeonatos estaduais sofrerem forte impacto por caus da pandemia, seja pela suspensão ou pelos jogos disputados com portões fechados. Em alguns Estados, até agora, a bola continua rolando.

Mato Grosso do Sul, Amapá, Paraíba, Roraima, Mato Grosso, Pará e Tocantins continuam com seus campeonatos estaduais em andamento, porém sem a presença de torcedores. São localidades com números baixos de registros da doença e também de pouca tradição futebolística nas regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste do País.

“Esses lugares que estão mantendo os campeonatos estão sendo no mínimo inconsequentes. O momento ruim não chegou ainda. Essa é a hora de cada um parar, ir para sua casa e ficar quieto nela. Daqui a 15, 20 dias é esperado o pico do coronavírus no nosso meio. Esses Estados precisam parar também, para que a conta não chegue mais cara”, alerta doutor Moisés Cohen, médico da Federação Paulista de Futebol.

No cenário atual, predomina a paralisação dos Estaduais, inclusive com os principais campeonatos afetados. Os regionais mais valorizados do Brasil, como o Paulista, o Carioca, Gaúcho e o Mineiro estão entre as competições suspensas. As medidas foram tomadas pelas federações locais como forma de conter a propagação do novo coronavírus e atenderam, inclusive, pedidos das próprias equipes e recomendações da CBF.

A escolha por realizar partidas com os portões fechados se deu em boa parte para atender a um pedido das equipes pequenas, que dependem das verbas de patrocínio para manter as contas em dia.

“O principal problema está nos clubes menores, que não conseguem alongar contratos com atletas. Continuar com portões fechados seria um caminho. Mas representa risco. Tentamos, mas entendo que não será possível continuar. Nossa solidariedade aos combativos clubes do interior”, escreveu no Twitter o presidente do Bahia, Guilherme Bellintani.

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