Pânico e mortes em estádios africanos

As Eliminatórias para a Copa de 2006, na África, ganharam destaque no fim de semana por mortes na Guiné, no Togo e na Libéria. Nesses países, as partidas tiveram desdobramentos trágicos. O mais preocupante esteve no fato de os distúrbios terem acontecido dentro e fora dos campos.Os incidentes mais graves aparentemente ocorreram em Lome, onde o time de Togo derrotou Mali por 1 a 0, no início da noite de domingo. Quase no fim da partida, faltou energia elétrica no Estádio Kegue. Houve pânico entre torcedores, que se espremeram nos portões, na tentativa de sair o mais rapidamente possível do local. Quatro pessoas morreram e até ontem havia três em estado grave.Vandalismo não faltou também em Monróvia, capital da Libéria. A torcida local ficou irritada com a derrota da seleção por 3 a 0, para Senegal, e extravasou em gente que passava perto do estádio. Dois rapazes morreram atropelados, aparentemente porque tentavam agredir um motorista.Os torcedores deram trabalho durante a partida. O segundo tempo começou com meia hora de atraso, porque foram atirados objetos dentro de campo. O árbitro só retomou o jogo a receber garantias de que poderia seguir até o fim.A confusão em Conacri, na Guiné, foi antes do jogo com Marrocos. Três pessoas morreram pisoteadas e, na falta de versão oficial, há suspeita de tumulto para compra de ingressos.

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