Vítor Silva/Botafogo
Vítor Silva/Botafogo

Paquetá admite falhas na marcação do Botafogo no clássico: 'Não encaixou'

Equipe alvinegra teve seus planos frustados logo cedo por conta dos gols precoces do Flamengo

Estadão Conteúdo

22 de julho de 2018 | 14h46

Ainda sem vencer desde que assumiu o comando do Botafogo, o técnico Marcos Paquetá reconheceu que os problemas na marcação da equipe foram fundamentais para a derrota no clássico contra o Flamengo, por 2 a 0, na noite do último sábado, no Maracanã, pela 14.ª rodada do Campeonato Brasileiro.

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O planejamento do Botafogo ruiu muito cedo, já que a equipe alvinegra levou dois gols nos primeiros sete minutos de jogo - com intervalo de tempo de três minutos entre cada tento - e se viu situação complicada na partida. Segundo Paquetá, a marcação não encaixou e isso facilitou a vitória do rival.

"É sempre muito difícil sair atrás do placar muito cedo, isso realmente te faz sair para o jogo e buscar o resultado. Se abre e dá os espaços. Tentamos fazer uma marcação, e ela não encaixou. Foi encaixando durante o jogo, mas você fica exposto. Tínhamos que correr riscos", disse o treinador.

"Temos que pensar bem. A pressão, a dobra na marcação. Isso faltou hoje. Não houve pressão na bola, e isso facilitou para jogar. No segundo gol, não houve o rebote. E o Flamengo tem uma boa qualidade de jogadores", completou.

O técnico acredita que o revés, o segundo consecutivo desde que a competição nacional foi retomada após a pausa para a Copa do Mundo, pode servir para que o time amadureça e os resultados positivos venham. "Isso amadurece também, a equipe amadureceu, e eu também, em relação aos jogadores. A gente pôde rodar alguns jogadores. Tenho que buscar o resultado", declarou.

Atrás do placar por dois gols de vantagem, Paquetá mudou o time no intervalo. Colocou o centroavante Rodrigo Aguirre mas não teve o retorno esperado. Pelo contrário. O uruguaio, principal reforço botafoguense para a temporada, mais uma vez passou em branco e ainda acabou expulso de campo nos minutos finais por entrada dura em Pará. Foi a segunda expulsão em nove jogos de Aguirre, que ainda não marcou com a camisa do time alvinegro.

Paquetá contemporizou a expulsão fazendo um paralelo do Brasileirão com o Campeonato Italiano, que o centroavante se acostumou a disputar, mas admitiu que vai trabalhar a questão do emocional do jogar.

"Aguirre é agressivo por natureza. Joga um futebol de força, de trombada e luta. Talvez aqui não estejamos acostumados com isso. Campeonato na Itália é pesado (Aguirre jogou no Empoli, Udinese e Perugia). Esse tipo de falta não é nem para falta ou para amarelo lá e aqui foi vermelho", falou. "Ele tem que ter um controle emocional maior, até porque há uma cobrança muito grande com fair play em relação ao respeito dos atletas uns com os outros e nas entradas. Temos que controlar essa ansiedade. É mais para cima do que para baixo. Ele tem que estar mais para o meio para terminar o jogo bem", concluiu.

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