Para Blatter, paradinha é roubo e está com os dias contados

A paradinha na cobrança de pênaltis no futebol pode estar com os dias contados. Para o presidente da Fifa, Joseph Blatter, o artifício de interromper a cobrança é um ato desleal e um roubo contra o goleiro.

REUTERS

29 de setembro de 2009 | 19h36

"Isso é maneira de roubar... não é justo; é ilegal", disse Blatter a jornalistas nesta terça-feira, após participar de reunião do comitê-executivo da entidade no Rio de Janeiro

Segundo ele, a International Board, órgão que regulamenta as regras no futebol, se pronunciará oficialmente sobre o tema em outubro.

Blatter disse que ludibriar o adversário já é proibido pela Fifa, mas as regras de arbitragem serão reeditadas e reforçadas para melhorar a interpretação em relação à paradinha, que dificulta a defesa do goleiro na cobrança de penalidades.

"Mergulhar dentro da área (para cavar o pênalti) não é tão terrível quanto a paradinha. Tem que parar a paradinha. Ela não é correta", acrescentou.

Blatter anunciou ainda a criação de uma força-tarefa para decidir a participação do futebol nas Olimpíadas.

Atualmente, as seleções utilizam jogadores sub-23, mas a Fifa estuda o uso de atletas sub-21.

"Acho que o futebol não será excluído. Haverá um bom senso nessa história de amor", afirmou.

O comitê da Fifa decidiu também que a repescagem europeia vai levar em conta a posição no ranking das seleções para tentar evitar confrontos entre equipes de maior peso.

MORUMBI NA COPA

A polêmica sobre o estádio do Morumbi, em São Paulo, como uma das sedes da Copa do Mundo de 2014, também foi mencionada pelo presidente da Fifa.

Recentemente, a entidade divulgou que o estádio não atende às exigências da Fifa e chegou a comentar que o estádio poderia ser excluído do torneio, a ser disputado no Brasil.

Blatter afirmou que o estádio precisa de obras para sediar jogos de maior porte, como a abertura do mundial ou uma semifinal da Copa.

"Temos uma lista de exigências, requerimentos e, atualmente, o estádio (Morumbi) proposto não se enquadra", afirmou.

São Paulo disputa com Brasília e Belo Horizonte o direito de sediar o jogo de abertura do mundial. O estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, deve ser o palco do encerramento da competição.

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

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