Jonne Roriz/AE
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Para Blatter, paradinha é roubo e está com os dias contados

Artilheiro que utilizar a jogada na cobrança da infração será advertido com um cartão amarelo

Sílvio Barsetti, O Estado de S. Paulo

29 de setembro de 2009 | 19h40

O presidente da Fifa, Joseph Blatter, condenou nesta terça-feira a paradinha nas cobranças de pênalti e disse que a entidade vai formalizar a proibição à jogada num encontro da International Board (conselho vinculado à Fifa) entre 20 de outubro e o início de novembro. "Isso é uma maneira de roubar, uma deslealdade", declarou Blatter, durante entrevista coletiva concedida num hotel de Ipanema, no Rio.

 

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De acordo com o dirigente, o jogador que se utilizar da paradinha num pênalti deve ser punido com cartão amarelo. Em caso de reincidência, teria de ser expulso. "Esse negócio de fingir que vai chutar é uma infração, não é algo justo."

 

Ele comparou a paradinha com os lances em que o atleta simula ter sofrido pênalti. "Então precisa sim de punição."

 

Blatter participou nesta terça-feira de reunião do Comitê Executivo da Fifa, no Rio. A proibição à paradinha não foi debatido com os delegados da Fifa que passaram três dias na cidade. Mas "já é uma decisão tomada", segundo Blatter. Ele, porém, fez uma ressalva. "Não é o presidente que define isso ou aquilo da regra do jogo. É a International Board, então vamos esperar mais alguns dias."

 

O dirigente, sempre sorridente e solícito, sentou-se ao lado do presidente da CBF, Ricardo Teixeira, e fez até um comentário bem humorado sobre a polêmica. "Tem que parar com a paradinha. Ela não é correta."

 

Na reunião do comitê, uma antiga discussão voltou à tona: a idade dos atletas para a disputa da Olimpíada. Blatter descartou a possibilidade de excluir o futebol dos Jogos. Disse que há duas hipóteses em estudo: ou se reduz o limite de idade para 21 anos ou se mantém o modelo atual, com atletas sub-23 e três vagas para outros mais velhos. A decisão ainda vai demorar alguns meses.

 

"Vou discutir isso com o Comitê Olímpico Internacional, comentou Blatter. O presidente da Fifa também se viu obrigado a falar de assuntos recorrentes no Rio e em outras cidades do Brasil, relacionados à segurança pública. Indagado sobre alguns crimes ocorridos ontem na zona sul do Rio, disse que violência é algo comum em todo o planeta.

 

"Tem de conviver com esses problemas. Haverá segurança específica na Copa do Mundo".

 

MORUMBI NA COPA

A polêmica sobre o estádio do Morumbi, em São Paulo, como uma das sedes da Copa do Mundo de 2014, também foi mencionada pelo presidente da Fifa.

Recentemente, a entidade divulgou que o estádio não atende às exigências da Fifa e chegou a comentar que o estádio poderia ser excluído do torneio, a ser disputado no Brasil.

Blatter afirmou que o estádio precisa de obras para sediar jogos de maior porte, como a abertura do mundial ou uma semifinal da Copa.

"Temos uma lista de exigências, requerimentos e, atualmente, o estádio (Morumbi) proposto não se enquadra", afirmou.

São Paulo disputa com Brasília e Belo Horizonte o direito de sediar o jogo de abertura do mundial. O estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, deve ser o palco do encerramento da competição.  (Com Reuters)

 

Atualizado às 20h19 para acréscimo de informação

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