Para Borges, São Paulo é campeão se vencer mais três jogos

Atacante - atual artilheiro do time - foi o 'herói' da vitória de virada sobre o Internacional no domingo

Giuliano Villa Nova, Estadão

01 de outubro de 2007 | 18h40

Borges resolveu deixar de lado a conversa de "pensar num jogo de cada vez" ou "ainda falta muito para o título." Artilheiro do São Paulo no Campeonato Brasileiro, com 13 gols, o atacante entende que, se o time vencer seus três próximos compromissos, estará com a taça praticamente assegurada. "Precisamos ganhar de Flamengo, Corinthians e Fluminense, times que não conseguimos vencer no primeiro turno", diz Borges. "Se conquistarmos nove pontos, nessas partidas, e dependendo de outras combinações de resultados, estaremos muito perto do título." No primeiro turno, o São Paulo - que lidera o Campeonato Brasileiro com 63 pontos, contra 51 do Cruzeiro - empatou por 0 a 0 com o Flamengo, e por 1 a 1 com o Corinthians, além de perder por 1 a 0 para o Fluminense (todos no Morumbi). "Ainda bem que nosso momento é bem melhor. Não nos encontramos naquelas partidas, mas hoje estamos numa fase ascendente", comparou Borges. Apesar de os próximos confrontos serem complicados, o artilheiro afirma estar confiante na superação da equipe, especialmente em razão da boa atuação no triunfo sobre o Internacional, domingo, no Beira-Rio, por 2 a 1. "Foi o jogo mais difícil que fizemos no Campeonato Brasileiro", opinou o atacante. "Mesmo com um jogador a menos, o Inter se superou, mas fomos muito felizes nas poucas oportunidades que criamos." Torcedores rivais atribuem a boa fase do time do Morumbi à sorte - gols incríveis perdidos pelos atacantes adversários, ou uma bola que passa muito perto do gol de Rogério. Mas o atacante são-paulino entende que os méritos do líder do Nacional são muito maiores. "A sorte acompanha a competência", observou Borges. "Existe um esforço geral de todos: não é apenas o ataque que faz os gols, mas a defesa que sabe segurar o resultado, quando estamos em vantagem", comentou.  De Virada Em Porto Alegre, foi a quarta vez no campeonato que o São Paulo saiu atrás no marcador e virou o resultado - também saiu atrás contra Cruzeiro (2 a 1), Sport (3 a 1) e Juventude (3 a 1). Para Borges, isso é um reflexo da entrega do elenco. "No Beira-Rio, quando fomos para o intervalo perdendo por 1 a 0, eu percebi a vontade no rosto de todo mundo de virar o jogo", disse, apontando um fator a mais de motivação. "Alguns jogadores do Inter já comemoravam a vitória, antes de empatarmos", afirmou. "Quando foi substituído, o Magrão fez gestos para a torcida. Parecia que o jogo já tinha terminado." O zagueiro Miranda prefere creditar as reviravoltas no placar durante o campeonato à tranqüilidade do time. "Se sofremos um gol, não nos desesperamos para empatar logo em seguida", completou. Borges ganhou a vaga no ataque diante do Internacional porque Aloísio foi preservado pela comissão técnica, em razão de uma lesão muscular. A dupla tem se revezado no setor ofensivo ao lado de Dagoberto. E, embora estranhe o fato, Borges encara a disputa com naturalidade. "Nos outros clubes em que joguei, sempre fui titular", disse. "Mas o Aloísio é um grande jogador, dentro da área um dos melhores do Brasil, e fora de campo é uma excelente pessoa. Torço sempre por ele", garante.

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