Daniela Souza/Estadão
Daniela Souza/Estadão

Para Corinthians, Tite suporta pressão mesmo com incerteza eleitoral

Dirigentes analisaram que era preciso um nome de peso para disputar a Libertadores em meio ao agitado clima político no clube

Vítor Marques, O Estado de S.Paulo

12 de dezembro de 2014 | 05h00

Cinco títulos em três anos. Ídolo da torcida. Tite é o técnico certo para o momento que o Corinthians viverá em 2015, ano de eleições. Esta é a análise dos dirigentes, e, principalmente, do candidato à presidente da situação, Roberto de Andrade. Segundo eles, era necessário contratar um nome de peso. O retorno do treinador ao clube deve ser confirmado na próxima segunda-feira.

Por dois motivos. O primeiro: o time vai disputar a fase preliminar na Libertadores, o mata-mata para avançar as fases de grupos. Esses dois jogos serão disputados nos dias 4 e 11 de fevereiro. Além disso, haverá eleição para presidente. O pleito será disputado em meio aos dois jogos, no dia 7 de fevereiro.


Roberto de Andrade, favorito a vencer as eleições, gostaria de iniciar seu mandato como presidente com um técnico que suportasse a pressão em caso de insucessos dentro de campo no início de temporada. Tite é, talvez, o único técnico neste momento que pode assumir o Corinthians sem risco de demissão antes do fim de contrato.

Outro fator que determinou a escolha: Mário Gobbi, atual presidente, decidiu contratar um técnico que é consenso até mesmo entre integrantes da oposição. Paulo Garcia, opositor de Roberto de Andrade, já afirmou que Tite tem  o "DNA" do Corinthians. Ou seja: não há risco de Garcia, caso vença as eleições, demitir o treinador com apenas um mês de trabalho. Foi a eleição à presidente que derrubou Mano Menezes, apesar de ele ter conquistado a vaga na pré-Libertadores.

Tite superou nomes como de Oswaldo de Oliveira e Abel Braga, outros que estavam cotados para assumir o Corinthians. O que quase afastou Tite do Corinthians foi o interesse do Internacional. Salário não foi problema. O Corinthians concordou pagar R$ 700 mil por mês, além de bônus por títulos. O contrato será de um ano e só deve ser assinado na próxima segunda-feira. 



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