Stephane Mahe / Reuters
Stephane Mahe / Reuters

Para Daniel Alves, Neymar tinha que sair da sombra de Messi para ser melhor do mundo

Lateral também afirma que não aconselhou atacante a trocar Barcelona pelo Paris Saint-Germain

Estadão Conteúdo

29 Janeiro 2018 | 11h08

Quando Neymar saiu do Barcelona para o PSG, um dos principais motivos citados pela imprensa para a mudança foi a vontade de sair da sombra de Messi para competir pelo prêmio de melhor jogador do mundo. Daniel Alves, companheiro do atacante no PSG e na seleção brasileira, considera que Neymar tomou a atitude correta visando o prêmio.

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"Eu acho que ao lado do Messi, ele (Neymar) é o jogador mais influente do planeta. A questão é que ele tinha que sair da sombra um pouco. Jogar com alguém tão único quanto Leo é a coisa mais incrível que pode acontecer com você, mas sempre há a dúvida na sua mente se é realmente você que tem qualidade ou se é ele. (...) Eu acho que você tem uma chance melhor de alcançar coisas individuais quando não está tão perto de um jogador como ele. Era importante para o desenvolvimento do próprio Neymar e do Brasil que ele seguisse o próprio caminho", afirmou o lateral em entrevista ao site da FIFA.

Daniel Alves também negou que tivesse influenciado Neymar a aceitar a mudança. "Eu não tive muito a ver , embora estivesse envolvido quando ele assinou pelo Barcelona, dei alguns conselhos sobre todas as experiências boas que tive no clube e na cidade. Mas não foi assim dessa vez, foi só um caso de eu ter chegado antes deles. Apesar de que houve um momento em que eles estava incerto quanto ao que fazer, eu só disse a ele para seguir o coração e ser feliz", disse Daniel.

Em outros pontos da entrevista, Daniel Alves disse que não importaria com quem a seleção brasileira enfrentaria na primeira fase da Copa da Rússia "Em uma competição como essa, temos que vencer todo mundo. Se pegássemos a Espanha, o que iríamos fazer? Correr? Ninguém se torna campeão do mundo jogando contra times fracos".

Daniel também falou que foi para o PSG em busca de desafios, saindo da zona de conforto, dizendo que queria ter a chance de ser uma das pedras fundamentais no que o clube está construindo, e que tem vontade de vencer em Paris e ajudar a mudar o destino do time. O lateral também afirmou categoricamente que a Liga dos Campeões é o grande objetivo, e que vitória ou eliminação depende de como trabalharem enquanto time.

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