Santos luta contra jejum no Maracanã, mas acha bom empatar

Santos luta contra jejum no Maracanã, mas acha bom empatar

Santos ainda não venceu fora de casa no Brasileirão

Gonçalo Junior e Marcio Dolzan, O Estado de S.Paulo

02 Agosto 2015 | 07h00

Uma vitória contra o Flamengo hoje no Maracanã lotado representará um salto importante para o Santos no Campeonato Brasileiro. No sentido literal, a equipe se afasta da zona de rebaixamento e consegue sua primeira vitória como visitante no torneio – até agora, foram seis derrotas e dois empates em oito jogos. No sentido figurado, a equipe resgata a confiança perdida após a conquista do título paulista.

O Flamengo é o segundo confronto de uma série de quatro que o Santos vem fazendo contra equipes que estão próximas da zona da degola. No primeiro deles, triunfo sobre o Joinville na semana passada. Depois do Flamengo, o time da Vila ainda enfrentará Coritiba, em casa, e o Vasco, novamente no Rio.

Mesmo com todos os benefícios que uma vitória na casa do rival pode causar, Dorival Junior mostrou cautela e disse se contentar com um empate.

“O empate continua sendo um bom resultado. Essa é uma realidade. No Campeonato Brasileiro temos de continuar pontuando. Vamos procurar o resultado, mas a afirmação é necessária. E ela é presente também nessa situação (empate)”, afirmou o treinador.

Esse discurso pragmático foi a linha mestra dos últimos treinamentos. Na sexta-feira, por exemplo, na última atividade aberta à imprensa antes do jogo, Dorival deu prioridade ao posicionamento defensivo em escanteios e à saída em velocidade para o contra-ataque. Em linhas gerais, essa será a estratégia da equipe.

Nesse aspect será importante o retorno do meia Lucas Lima, que ficou fora da vitória contra o Joinville por causa de uma inflamação na garganta. Ele será o arco para lançar Gabriel e Geuvânio, que terão de se desdobrar entre a chegada ao ataque e o auxílio aos volantes na marcação.

Outro trunfo importante será o atacante Ricardo Oliveira, artilheiro do torneio com oito gols. “Chegou a hora de ganhar fora de casa”, afirmou. “É um adversário direto e, se ganharmos, vamos nos igualar a eles em número de pontos. Temos de pensar jogo a jogo.”

Do ponto de vista defensivo, o Santos terá mudanças importantes. O zagueiro David Braz está suspenso pelo terceiro cartão amarelo e Gustavo Henrique será escalado em seu lugar após ter ganho a medalha de bronze com a seleção nos Jogos Pan-Americanos. Seu companheiro na zaga será Werley, mantido apesar das falhas nos últimos jogos. No meio, Paulo Ricardo continua como volante. Thiago Maia, titular com o técnico anterior, será opção no banco de reservas.

“O Paulo foi uma opção porque ele produziu muito. O Thiago tem um belo futuro. Eles vão ter uma briga frequente. Não é uma situação de descarte. Ele é um jogador importante e terá suas oportunidades.”

Duas vitórias consecutivas (Grêmio e Goiás) e a expectativa de crescimento na competição foram suficientes para empolgar os torcedores, que haviam comprado mais de 41 mil ingressos até sexta-feira, na última parcial.

O público, porém, só saberá o time que irá a campo amanhã. Isso porque o técnico Cristóvão Borges decidiu fechar parte dos treinos e não revelou a escalação. O mistério aumentou ainda mais na sexta-feira, quando o atacante Marcelo Cirino, que seria titular, foi vetado por causa de uma lesão muscular. “A ausência do Cirino pode mudar a maneira de jogar ou não. Temos jogadores parecidos com ele”, despistou Cristóvão.

A tendência, contudo, é que ele avance Everton para formar o trio ofensivo ao lado de Guerrero e Emerson Sheik. Nesse caso, Alan Patrick e Márcio Araújo disputarão uma vaga no meio-campo.

No gol, Paulo Victor deve retornar ao time após 45 dias afastado por causa de uma fratura na fíbula da perna direita. Assim, Cesar volta ao banco – com elogios de Cristóvão. “Foi bem demais”, declarou o treinador

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