Para Juninho, resultado valeu pela garra

Após o jogo, já nos vestiários do Corinthians, ninguém se importou pelo fato de a equipe ter ou não cumprido as determinações táticas do técnico Juninho Fonseca. O discurso foi unânime: a partida de hoje, em Sorocaba, valeu apenas para mostrar que força de vontade não vai faltar ao grupo, ao contrário do que acontecia no ano passado. O treinador, que já no primeiro jogo sentiu a intensidade da pressão que vai enfrentar ao longo da temporada (foi vaiado após sacar Samir do time), destacou a disposição de seus atletas. "Em um dia como esse, com a chuva que caiu, não dá para cobrar obediência tática. Valeu mesmo pela garra demonstrada por todos eles", observou. E aproveitou para dar importante notícia. O zagueiro Valdson não conseguiu resolver o problema com sua documentação e está afastado da partida contra o Rio Branco, sábado, no Pacaembu. "Infelizmente ele (Valdson) não está em condições de jogar." Já o atacante Marcelo Ramos, o meia Rodrigo e o volante colombiano Freddy Rincón devem ser liberados. Entre os que vestiram a camisa corintiana pela primeira vez, o sentimento era de alívio, apesar de o resultado não ser o esperado. Até a atuação do juiz Cléber Wellington Abade, que marcou duas penalidades inexistentes, foi relevada. "Eu não tinha um bom ângulo de visão, mas me parece que o lance que gerou o pênalti deles não aconteceu", disse o estreante Fábio Costa. "Mas assim como nós, o juiz também está em início de temporada e o rendimento não é o ideal. Falta ritmo." Já o atacante Rafael Silva, autor do gol de empate, manteve o tom sóbrio de suas declarações. "Foi importante para dar tranqüilidade. Começar com uma derrota não seria nada bom."

Agencia Estado,

21 de janeiro de 2004 | 18h36

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