Para Mano, Copa no Brasil não traz mais pressão

Desde que o Brasil foi anunciado como sede da Copa do Mundo de 2014, todos no País passaram a sonhar com o título sendo conquistado dentro do próprio território. Até por isso, qualquer campanha que não termine com o hexacampeonato mundial será considerada um fracasso, o que, teoricamente, aumenta a pressão para o time brasileiro. O técnico Mano Menezes, no entanto, discordou desta teoria e disse que sua equipe estará tão pressionada quanto em qualquer outra Copa.

AE, Agência Estado

21 de setembro de 2012 | 17h25

"O Brasil sempre esteve muito pressionado para ganhar as Copas, desde que começou a vencê-las - porque é assim para quem já venceu. Uma vez que você é campeão do mundo, o torcedor do seu país não admite menos do que você voltar a ganhar. E, no Brasil, o segundo lugar nunca foi absolutamente nada. Então, não vai mudar muito, desde que nós estejamos preparados", declarou, em entrevista ao site da Fifa.

Mano descartou que o fator casa faça com que a pressão seja maior sobre os brasileiros. Para ele, a equipe só não fará uma boa campanha se não estiver bem preparada para a competição. "Você só deve temer algo para que não se preparou. Então, independente do que se fale em volta, a seleção já perdeu e ganhou fora do País e perdeu a única Copa que disputou dentro de casa. E não perdeu porque a pressão era maior, mas porque tinha um amplo favoritismo, fez uma grande campanha e, quando chegou no momento final, perdeu para uma grande seleção, a do Uruguai".

O que pode atrapalhar esta preparação é o calendário do futebol brasileiro. Mano Menezes não poupou críticas ao pouco tempo de treino que tem com a seleção e reclamou da não paralisação das competições nacionais em datas Fifa, o que faz com que ele tenha que liberar jogadores em diversas ocasiões.

"Ainda temos algumas dificuldades de calendário dentro do Brasil, o que dificulta muito a vida do técnico da seleção. Nem sempre você pode escolher os jogadores que gostaria, e isso é ruim para a equipe. Você às vezes perde um tempo precioso tendo que esperar para fazer algo que, na verdade, pretendia fazer alguns meses antes, por exemplo. A maior dificuldade é a falta de períodos maiores para se estar com os jogadores, porque às vezes você se reúne com o grupo durante 48 horas antes de um jogo e pronto", disse.

Mano ainda apontou que a falta de treino dificulta a renovação que ele está tentando imprimir na seleção, já que poucos nomes que foram para a Copa do Mundo de 2010 seguem sendo convocados. "Isso é um risco, ainda mais quando se está numa fase - como nós vínhamos até aqui - de poucas definições. Tínhamos que escolher um grupo, observar novos jogadores. Não podíamos ficar presos sempre aos mesmos nomes, porque esses provavelmente não estariam em 2014".

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