Para Marcos, a Libertadores é especial

As três experiências anteriores na Taça Libertadores marcaram a carreira de Marcos. A competição sul-americana consolidou sua condição de ídolo palmeirense, influenciou em seus contratos e foi decisiva para transformá-lo em titular do Brasil na Copa de 2002. Por isso, ao entrar no gramado do Roberto Bettega para enfrentar o Tacuary, hoje à noite, o pentacampeão do mundo sabe que será novamente um dos momentos mais importantes do ano. Os desdobramentos do resultado podem influir no rumo do time no restante da temporada. "Hoje, tirando Mundial, nada se compara com Libertadores", diz Marcos, campeão em 1999, vice em 2000 e semifinalista em 2001. "Se a gente vai bem, cresce, aparece, pega confiança", admite. "Para mim, foi excelente e procuro mostrar isso para os mais novos", frisa.As alegrias e as decepções que viveu naqueles três anos consecutivos ensinaram Marcos a não menosprezar adversário. "Todo mundo lembra do Asa, do Santo André e de outros episódios chatos." A preocupação de Marcos, assim que chegou a Assunção, era saber das condições do gramado e de iluminação. Ele não pôde fazer o teste, porque apenas a comissão técnica visitou o campo. No fim, disse que não fazia muita diferença. "A gente pode ficar cornetando o campo dos outros, mas vai ver não é muito diferente do que temos no Brasil, às vezes em casa mesmo", divertiu-se.Outros aspectos preocupam Marcos. Um é pessoal. Fará o 3.º jogo, depois de meses em recuperação de contusão. "Treinei só 14 dias. Mas não tem jeito, só a seqüência vai ajudar." Outro ponto de interrogação: a bola. Na Libertadores, se usa a Nike, no Paulista é a Topper. "Os caras estão fazendo bola para ajudar os atacantes. Hoje, a bola vai ao gol e foge do goleiro. Logo, vão acabar com os goleiros", prevê, descontraído.

Agencia Estado,

02 de fevereiro de 2005 | 09h38

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