Para Muricy, marca de 300 jogos é difícil de ser batida

Técnico é o quarto que mais comandou o time do Morumbi, mas não espera ser o recordista

Redação

27 de julho de 2008 | 21h21

Uma vitória é sempre importante. Se os rivais também não tiverem bons resultados, é melhor ainda. Mas a marca mais importante do 3 a 1 sobre a Portuguesa, neste domingo, no Morumbi, foi a 300.ª partida de Muricy Ramalho no comando do São Paulo.Veja também: São Paulo vira sobre a Portuguesa em jogo 300 de Muricy "É uma marca muito difícil de ser alcançada aqui no Brasil, principalmente no São Paulo, que é um time de ponta", comentou Muricy, quarto no ranking dos homens que mais comandaram o time do Morumbi, atrás apenas de Vicente Feola (524 jogo), José Poy (421) e Telê Santana (410).Apesar do número expressivo, Muricy não quer saber de ser o maior treinador do São Paulo, pelo menos em vezes no banco de reservas. "Não tenho nenhuma pretensão de bater recordes aqui no São Paulo, mesmo por que tem muita gente boa na história do clube."Além do 300.º jogo, Muricy também comemorou a vitória, que deixou o São Paulo mais perto do G-4. "Acho que o resultado muito foi importante por que os adversários da frente não venceram. O Flamengo e o Grêmio empataram e o Vitória [que está logo à frente do São Paulo] perdeu. Isto deixa o resultado de hoje [domingo]ainda mais valioso."Apesar de voltar a aspirar o título deste ano, o treinador são-paulino não espera vida fácil. "Os times aprenderam a jogar um campeonato de pontos corridos. Nos primeiros anos, pouca gente sabia fazer isso. O Cruzeiro ganhou fácil, o São Paulo também não teve muito trabalho. E eu quase ganhei com o Inter."Agora o pessoal percebeu que é preciso ter elencos maiores. Às vezes você vê um time com sete laterais, oito zagueiros... Mas tem de ser assim para você conseguir repor os jogadores que machucam ou que estão suspensos", ponderou o treinador.

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