Para Muricy, São Caetano é ?peso pesado?

O técnico Muricy Ramalho comemorou o poder de recuperação do São Caetano e o comparou às reações de um peso pesado do boxe, que consegue golpear o rival mesmo depois de atingido diversas vezes. O Azulão conquistou o empate (3 a 3) neste domingo com um jogador a menos, na casa do adversário e após levar uma virada de três gols. "O São Caetano é aquele time que parece que está nocauteado, mas se levanta, dá uma no queixo do adversário para nocautear".Para o treinador do Azulão, o gol de Mineiro no final da partida foi o golpe que selou uma justa igualdade entre as equipes. "Foi um jogo disputado e o resultado justo". Para quem já se acostumou a ouvir dos técnicos de futebol a choradeira habitual após um jogo decisivo, Muricy Ramalho evitou o lugar comum. Não reclamou da arbitragem e ainda concordou com a expulsão de um dos principais atletas de sua equipe, o meia Gilberto. "A expulsão foi justa. O Gilberto veio no embalo, ele tem muita saúde, e atropelou o Diego. Quando estava 11 contra 11, estava um jogo igual. Depois da expulsão, o jogo mudou", disse. "Mas acho que fazia muito tempo que o Santos não levava três gols em casa. Como disse durante a semana, jogamos contra o time que joga o melhor futebol do Brasil. Foi um grande jogo".A única ressalva do treinador do time do ABC, em relação à arbitragem de Wilson Luís Seneme, foi o cartão amarelo para o zagueiro santista André Luís, no segundo tempo. Para o técnico, tinha de ser vermelho. "Ele era o último homem e o nosso jogador ia em direção ao gol", lembrou, fazendo em seguida um comentário que faz a defesa do juiz. "Todo mundo sabe que a pressão aqui na Vila é muito grande e o Leão fala com todo mundo durante o jogo. Até comigo", ironizou.Para substituir Gilberto na segunda partida da semifinal, em São Caetano, sábado, uma das opções de Muricy é escalar o lateral-esquerdo Zé Carlos e voltar ao esquema 4-4-2. "A gente joga com dois meias de ligação. Um é o Gilberto e o outro o Marcinho, que nem é muito meia de ligação". Um dos destaques do time, o goleiro Sílvio Luiz resumiu o que representou o duelo deste domingo. "Estamos vivos e o Santos também. As duas equipes estão de parabéns pelo espetáculo."

Agencia Estado,

28 de março de 2004 | 19h50

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